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Financiamento de veículos usados preocupa, diz Miguel Jorge

Inadimplência no setor de veículos novos é menor: passou de 3,6%, em setembro, para 3,9%, em outubro

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

18 de novembro de 2008 | 16h35

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse nesta terça-feira, 18, que o governo está preocupado com as dificuldades de financiamento para veículos usados. Segundo ele, alguns bancos passaram a ter dificuldade de recebimento desses créditos. O ministro afirmou que no setor de veículos novos, a inadimplência subiu de 3,6%, em setembro, para 3,9%, em outubro, o que não o preocupa. Ele admitiu que certamente esse porcentual é muito maior no segmento de usados. A explicação do ministro foi durante audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, depois que o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) disse que o País vivia a crise do subprime em três setores: derivativos, veículos e agricultura. O ministro disse que na questão dos derivativos, onde muitas empresas tiveram que assumir prejuízos, foi "pura especulação", que não deu certo. O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse que há um "excesso de retórica" do senador, ao classificar de subprime os problemas enfrentados por esses setores. Coutinho disse que está havendo um processo de ajuste do crédito, o que leva, também, a um ajuste de estoques e de capital de giro. Ele acredita que o país tem condições para ultrapassar a crise, sem efeitos mais graves. Miguel Jorge também defendeu a Medida Provisória 443, criticada por Tasso Jereissati. O ministro explicou que sem a medida provisória, o Banco do Brasil não poderia participar da concorrência natural dos bancos. Em relação às medidas para a construção civil, Miguel Jorge disse que foram preventivas, porque havia muito pânico no setor e algumas empresas anunciaram demissões. Segundo ele, tanto para a construção civil quanto para o setor automotivo o governo criou condições para que continuem funcionando, sem demissão de funcionários, porque são setores importantes para o crescimento da economia.  GM do Brasil preservada Miguel Jorge, afirmou que a General Motors (GM) do Brasil tem caixa suficiente para manter os investimentos no País. Ele explicou que a GM no Brasil é a mais rentável e lucrativa unidade da empresa em todo o mundo. Por causa disso, ele acredita que as dificuldades financeiras que a matriz da empresa enfrenta nos Estados Unidos não devem chegar ao Brasil. "A GM no Brasil tem recursos próprios para fazer investimentos. Tanto que aqui não precisou procurar o governo brasileiro para pedir ajuda", disse o ministro, lembrando que a matriz pediu socorro ao governo dos Estados Unidos.

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