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Financiamento em dólares à exportação cresceu 28%, diz BNDES

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), Demian Fiocca, disse nesta sexta-feira que o financiamento à exportação pelo BNDES cresceu, em dólares, 28% em 2006, até os últimos dias de setembro, ante o mesmo período do ano passado. Em reais, esse crescimento foi de 12%. Segundo o economista, os números são preliminares porque ainda faltam contabilizar os números desta sexta. Mas ele acredita que essas variações serão confirmadas.Fiocca citou os valores durante seu pronunciamento na cerimônia do prêmio Análise-FIA de Comércio Exterior, na capital paulista, para contestar a opinião corrente entre analistas de que a pauta de exportações brasileiras está concentrada. "Esses números mostram que há falta de sintonia sobre o que acontece com o comércio exterior. Os números do BNDES mostram que esse não é o retrato que o BNDES tem do comércio exterior. O Brasil tem diversificado sua pauta exportadora", afirmou.O presidente do BNDES afirmou ainda que, neste terceiro trimestre, os desembolsos totais do banco cresceram 17% sobre o período julho-agosto-setembro do ano passado. No trimestre anterior, a alta havia sido de 9%, mas, no primeiro trimestre, houve queda de 20% nos desembolsos totais sobre o mesmo período do ano passado. "Com as variações do terceiro trimestre, ficou comprovado que o que aconteceu nos primeiros meses deste ano foi um ponto fora da curva e não uma tendência de queda de investimentos. O setor privado continua investindo fortemente, sobretudo a indústria e os setores de infra-estrutura e insumos básicos", disse o economista, ressaltando que a expectativa para o quarto trimestre é de incremento dos desembolsos, em relação ao mesmo período do ano passado. ChinaFiocca disse "sentir que logo teremos boas notícias sobre a questão cambial". Mas emendou, logo em seguida, que a novidade não virá da política monetária brasileira, mas da China. O economista está seguro de que em algum momento Pequim terá de valorizar sua moeda, o yuan, porque o mecanismo que sustenta a moeda no atual patamar é absolutamente artificial.Para ele, as empresas brasileiras que mais reclamam do câmbio, tanto para exportação quanto para importação, são aquelas expostas ao desafio mundial representado pela China. Trata-se, no entanto, de uma competitividade artificial, à base de compra forte de reservas, sobre a qual as economias e as instituições de todo o mundo estão "de olho".Ele lembrou que a competitividade da China sobre a brasileira não é absoluta, mas artificial, porque o Brasil tem melhores infra-estrutura, ambiente de negócios e melhores governabilidade e instituições que as chinesas.O presidente do BNDES argumentou, sobre a artificialidade do câmbio chinês, que há 15 anos a China tinha saldo anuais em conta corrente que variavam entre déficit de US$ 10 bilhões e superávit de US$ 15 bilhões. Em 2001, registrou superávit de US$ 17 bilhões e, em 2005, de US$ 160 bilhões. "Não há como dizer que o câmbio não é artificial, pois se fosse flutuante, o yuan teria se valorizado com tanta entrada de dólares. Em algum momento, a China terá de fazer uma correção cambial", finalizou.Matéria alterada às 17h44 para acréscimo de informações

Agencia Estado,

29 de setembro de 2006 | 16h41

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