Financiamento habitacional terá mais R$ 150 milhões por mês

O Conselho Monetário Nacional (CMN), em reunião extraordinária realizada nesta terça-feira, aprovou um novo regulamento que disciplina o direcionamento de recursos captados pelas entidades integrantes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). A decisão resolve uma pendência antiga do Banco Central com grandes bancos como Bradesco, Itaú e Unibanco, o que permitirá a destinação de, no mínimo, R$ 150 milhões por mês para o setor de habitação nos próximos oito anos.A partir do dia 1º de setembro, os bancos que venderam créditos do Fundo de Compensação das Variações Salariais (FCVS) para a massa falida do banco Nacional não poderão mais contabilizar integralmente esses créditos como financiamento habitacional. Gradualmente, as instituições aumentarão o volume de imóveis financiados até atingir o montante de R$ 15,1 bilhões.Esse valor corresponde aos créditos que foram vendidos ao banco Nacional, na época da sua liquidação, em novembro de 1995. Apesar de terem repassado esses créditos, os bancos receberam uma autorização especial do CMN para continuar computando esses valores como financiamento habitacional. Segundo o BC, a medida adotada visava a evitar uma oferta repentina e elevada de financiamentos para compra da casa própria.Desde então, o BC vinha tentando achar uma solução para essa pendência. O novo regulamento foi negociado com os bancos e as construtoras. Segundo o BC, já nos próximos meses o novo regulamento permitirá uma oferta de crédito de aproximadamente R$ 200 milhões, chegando a R$ 500 milhões por mês em dois anos. O diretor de Normas do BC, Sérgio Darcy, deverá dar uma entrevista coletiva nesta quarta-feira para detalhar o novo regulamento aprovado pelo CMN.

Agencia Estado,

30 de julho de 2002 | 20h56

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