Financiamentos da política industrial entram em vigor até julho

Novas condições da Política de Desenvolvimento Produtivo foram anunciadas na segunda-feira, 12

Anne Warth, da Agência Estado,

14 de maio de 2008 | 15h06

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse nesta quarta-feira, 14, que as novas condições de financiamento anunciadas pelo governo na última segunda-feira (dia 12) no âmbito da nova política industrial, a Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), devem entrar em vigor em, no máximo, 45 dias. Veja também:O PAC da indústria  Coutinho afirmou que a rede bancária, que faz a intermediação das operações entre o BNDES e as empresas, será informada já nos próximos dias sobre as facilidades propostas pelas medidas da nova política industrial para que os novos empréstimos já sejam concedidos nessas condições."Eu estabeleci ontem com a nossa diretoria um prazo máximo de 45 dias para tornar operacionais as novas regras de financiamento", disse ele, em visita a 27ª Feira Internacional da Mecânica, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, na capital paulista."É um compromisso assumido para que possamos ter (disponíveis) em 45 dias (os financiamentos), e eu espero até poder reduzir esse prazo, as novas regras de financiamento operacionais, com prazos mais elásticos, prêmios reduzidos e taxas de intermediação mais baixas", acrescentou.Ele disse ter a expectativa de que os negócios fechados durante a feira, a maior do setor de bens de capital (máquinas e equipamentos) na América Latina, já sejam feitos nas condições anunciadas.  Captações no exterior Coutinho disse que a instituição deve captar recursos no exterior para poder atender às demandas de financiamentos nas áreas de indústria e serviços e de infra-estrutura nos próximos anos. "A reabertura do mercado para captações soberanas brasileiras foi favorável há algum tempo atrás, o que nos leva a reexaminar a possibilidade de voltar ao mercado internacional", disse. Apesar disso, Coutinho advertiu que o BNDES não deve lançar títulos a qualquer custo. "Nós estamos esperando o melhor momento do mercado, tendo em vista que o mercado internacional passou por períodos de estresse muito fortes há algumas semanas. Agora já há um certo relaxamento, mas estamos olhando o melhor momento para voltar ao mercado", explicou. Coutinho destacou que o BNDES é uma instituição que possui excelente reputação no mercado internacional e que já é grau de investimento. "Oportunamente voltaremos ao mercado porque vamos precisar complementar nosso funding. Obviamente queremos fazer isso ao menor custo possível", acrescentou. "Recebemos muitas propostas de vários bancos internacionais para que façamos a captação de recursos no exterior. Obviamente não vou adiantar taxas nem condições, até porque isso é estratégico, mas estamos aguardando o mercado internacional se tornar mais favorável", observou. Coutinho disse ainda que os desembolsos do BNDES nos próximos três anos devem superar os R$ 300 bilhões, pois incluem financiamentos incluídos no âmbito da política industrial, para as áreas de indústria e serviços, e também investimentos em infra-estrutura presentes no Plano de Aceleração do Crescimento (PAC). "Os desembolsos do BNDES até 2010 serão bem maiores que os R$ 210,8 bilhões previstos na política industrial. O quanto maior depende de tratativas que estamos concluindo com o Ministério da Fazenda para ver o desenho final de fontes de funding. Estamos examinando as possibilidades", ressaltou. Coutinho evitou fazer comentários sobre o fundo soberano. Ele afirmou que ainda vai se reunir com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para se informar melhor sobre o mecanismo.

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