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Financiamentos de imóveis continuam com TR mais juros de 12%

Os financiamentos imobiliários continuarão sendo reajustados pela Taxa de Referência (TR) mais juros anuais, hoje estipulados em 12%. Segundo revelou ao Estado uma fonte da equipe econômica, o governo não pretende indexar ao IPCA a correção dos financiamentos, como chegou a ser cogitado pelo mercado. "Se estamos estudando uma proposta que incentive o crédito e o setor imobiliário, não faz sentido trocarmos a TR, que está em pouco mais de 2% ao ano, pelo IPCA, que chegou a mais de 7% no ano passado", disse a fonte.As mudanças - que terão de ser submetidas à aprovação do Congresso - podem ser anunciadas no mês que vem e terão como foco a transferência para os mutuários dos subsídios dados hoje ao poupador. A idéia seria dirigir diretamente ao setor o dinheiro. Isto significaria o fim do subsídio à caderneta de poupança e a conseqüente cobrança de Imposto de Renda sobre a aplicação. Já os mutuários teriam poderiam deduzir do IR até 22% dos juros pagos pela prestação do imóvel. O Banco Central e o Ministério da Fazenda, no entanto, ainda não chegaram a uma conclusão sobre como ficaria a poupança.Em princípio, segundo adiantou a fonte, a isenção da cobrança de Imposto de Renda sobre a poupança cairia, mas o poupador não sentiria as conseqüências dessa modificação, já que as taxas de juros para remuneração da aplicação subiriam na mesma proporção e não haveria perda líquida do investimento. Segundo a fonte, as medidas ainda estão sendo debatidas. E, mesmo depois de aprovadas pelo Congresso, a transição completa no sistema imobiliário levará, no mínimo, um ano e meio. O ex-presidente do Banco Central, Gustavo Loyola, que participou, há cerca de dois anos, como consultor, de reuniões da equipe do governo para mudanças nas regras do crédito imobiliário, acredita que a indexação do financiamento de longo prazo ao IPCA não acarretaria problemas. "A caderneta de poupança, por ser um ativo de curto prazo, com vencimento de 30 dias, é que não poderia ser atrelada ao IPCA, sob pena de reindexação de toda a economia", diz. Para ele, não haveria problemas em liberalizar totalmente a remuneração da poupança, "que viraria um ativo financeiro, como qualquer outro". Loyola argumenta que ao pequeno investidor poderia ser dada alguma vantagem fiscal.O presidente do Sindicato da Construção Civil do Rio (Sinduscom-RJ), Roberto Kauffman, disse que o setor prefere a indexação do financiamento do crédito imobiliário ao IPCA e não à TR. "O IPCA espelha com maior realismo a inflação, enquanto a TR é uma taxa muito política", diz. Atualmente a TR é calculada de acordo com a média de rendimento dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs), com expurgos, por isso fica bem abaixo dos índices de inflação.

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