Financiamentos externos de médio e longo prazo cairão 99,8%, diz BC

Banco Central mantém a avaliação de que a crise externa tem efeito limitado sobre a oferta de crédito para o Brasil

Fernando Nakagawa e Célia Froufe, da Agência Estado,

22 de junho de 2012 | 16h35

O Banco Central mantém a avaliação de que a crise externa tem efeito limitado sobre a oferta de crédito para o Brasil. O argumento é que o ano deve terminar com a renovação integral dos débitos que vencem no período. A previsão, porém, mostra uma forte mudança no volume de novos empréstimos de médio e longo prazo. Na comparação com 2011, o BC prevê a forte queda de 99,8% no volume de novos financiamentos com esse prazo.

Em 2011, empresas e bancos brasileiros tomaram US$ 47,05 bilhões em novos empréstimos em bancos no exterior, maior volume da série histórica. Em 2012, porém, a crise internacional e maior aversão ao risco devem derrubar o volume de novos empréstimos para apenas US$ 100 milhões. Ou seja, uma queda de 99,8%.

Além de praticamente zerar o volume de financiamentos com um ano ou mais, o desempenho esperado é o pior desde 2007. Naquele ano, o Brasil amargou a diminuição de US$ 3,8 bilhões no volume de empréstimos de médio e longo prazo.

Dessa forma, o volume esperado de novos financiamentos deve ser pior até mesmo quando comparado à crise passada, como 2008 e 2009. Para efeito de comparação, o volume de novos financiamentos ficou em US$ 8,76 bilhões em 2008 e US$ 6,75 bilhões no ano seguinte.

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