Finep criará fundos de equity para mitigar custos

O presidente da Agência Brasileira de Inovação (Finep), Glauco Arbix, informou,nesta terça-feira, 4, que a agência lançará um programa de equity para dar suporte aos financiamentos do Inova Empresa. Segundo ele, inicialmente serão destinados R$ 200 milhões para o primeiro fundo de equity, mas outros R$ 400 milhões devem ser liberados em quatro novos projetos até o final de 2013.

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

04 de junho de 2013 | 11h09

"Serão fundos de investimento controlados pela Finep, com uma gestora privada para gerir os programas. Empresas poderão se qualificar juntamente com os pedidos de financiamento do Inova Empresa e os fundos de equity poderão mitigar os custos iniciais", explicou Arbix, na abertura do Fórum Estadão "Investimentos em Inovação para a Competitividade", em São Paulo.

Lançado em 14 de março pela presidente Dilma Rousseff, o programa Inova Empresa vai destinar R$ 32,9 bilhões nos próximos dois anos, sendo R$ 28,5 bilhões do Tesouro Direto e R$ 4,4 bilhões de parceiros. O programa financia até 90% dos projetos de inovação, com juros de 2,5% a 5% ao ano, carência de 4 anos para início do pagamento e até 12 anos para a amortização. "O fundo de equity será um apoio a mais da Finep para os custos e investimentos em inovação", explicou Arbix.

Somente no programa Inova Energia a demanda inicial foi de R$ 12,2 bilhões, com 166 planos de negócios e 373 empresas, mais de quatro vezes o total de R$ 3 bilhões destinados ao programa, disse Arbix. "Em uma primeira demanda qualificada, a Finep baixou para R$ 7,8 bilhões, com 117 empresas líderes e a participação de 63 parcerias entre empresas e universidades", explicou.

O presidente da Finep divulgou ainda que o Inova Petro, no entanto, com R$ 2,8 bilhões em recursos para o setor petroleiro, tem uma estimativa de contratação de R$ 492 milhões e 16 planos de negócios. "Nesse caso, é preciso o aumento da participação da indústria nacional, que é praticamente restrita à Petrobras".

Arbix afirmou que a Finep espera reduzir, ainda em 2013, para até 30 dias o tempo de enquadramento de projetos para financiamento em inovação, prazo que era de 452 dias em 2011 e caiu para 112 dias no ano passado. "Criamos três ratings com 84 indicadores para avaliar as empresas, o que permitirá reduzir o tempo", disse.

O presidente da Finep afirmou que apenas a inovação poderá reverter o cenário de estagnação da economia brasileira, cuja produtividade é a mesma desde 1980. "Ou nós revertemos essa situação ou não cresceremos. Se não houver tecnologia para alterar o padrão da produtividade, não teremos saída; é um imperativo inovar", disse.

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