Denis Balibouse/Reuters
Denis Balibouse/Reuters

Fintech vai financiar energia solar para o agronegócio

Solfácil pretende movimentar R$ 150 milhões em financiamentos em projetos para o setor

Clarice Couto, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2021 | 05h00

A fintech Solfácil criou uma linha de financiamento de projetos de energia solar para pequenos agricultores, pecuaristas e outros empreendedores do agronegócio. A expectativa é movimentar R$ 150 milhões em financiamentos.

Para atender ao segmento rural, a fintech estabeleceu prazos de pagamentos mais alongados e taxas de juros inferiores às de linhas para pessoas físicas e jurídicas tradicionais. A linha também tem menos exigências cadastrais e de documentos, se comparada às de bancos, diz o comunicado. O setor agropecuário detém hoje cerca de 15% dos sistemas solares instalados no País, de acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

“O agronegócio consome muita energia em atividades diárias, tais como bombeamento de água, irrigação e com maquinários agrícolas. A adoção de energia solar minimiza um custo fixo chave e evita flutuações de tarifas”, disse o CEO e fundador da fintech, Fábio Carrara, em nota.

A geração de energia solar cresceu 170% em 2020 no País, movimentando mais de R$ 10 bilhões. Desde 2012, os produtores rurais já investiram cerca de R$ 3,4 bilhões em energia solar, segundo a Absolar.

A Solfácil recebeu recentemente aporte de US$ 30 milhões liderado pelo fundo QED Investors, que está sendo utilizado para aumentar a equipe e lançar novos produtos, como o voltado ao setor rural. A empresa deve financiar cerca de R$ 1 bilhão em novos projetos em 2021. Para 2022, a estimativa é de R$ 2,5 bilhões.

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