Fiorucci adia planos de lojas próprias

Supermarcas, que trouxe de volta ao País a marca italiana, espera aumentar o mix de produtos antes de lançar uma flagship

Aiana Freitas, O Estado de S.Paulo

31 de janeiro de 2011 | 00h00

A grife italiana Fiorucci foi a primeira a trazer ao Brasil, na década de 70, o conceito de jeans premium, com qualidade e preço acima da média. Suas calças se tornaram símbolo de uma época, assim como os dois anjinhos do logotipo. Essas têm sido referências importantes para a Supermarcas, que em 2007 obteve o direito de trazer a marca de volta do País. Mas, mesmo com o forte apelo da Fiorucci, a empresa tem optado por agir sem pressa e adiou o plano de abrir uma loja própria da marca para 2012.

Não que o interesse tenha sido pequeno. Desde que comprou os direitos da marca no País do grupo japonês Edwin, a Supermarcas foi assediada por diversas empresas e pelos maiores shopping centers do País. "Tínhamos a ideia de ter uma loja da marca em 2010. Recuamos porque não tínhamos um mix adequado de produtos, o que esperamos que aconteça até o fim do primeiro semestre deste ano", explica o diretor da Supermarcas, Moacir Galbinski. O plano, agora, é abrir uma loja-conceito em São Paulo no ano que vem.

A Supermarcas tem, atualmente, oito parceiras que trabalham com a marca, produzindo malharia, roupa de cama, calçados e óculos, entre outros artigos. As bolsas serão os próximos produtos a chegar ao mercado brasileiro, em maio. A responsável por sua produção e comercialização é a Luxcel. "Nosso plano é lançar mochilas e carteiras no meio do ano. Acreditamos que os produtos terão uma rápida aceitação e vão atingir nosso público prioritário, que são os jovens", explica o diretor de marketing da Luxcel, Adriano Travagini.

O design rejuvenescido tem sido uma característica forte da "nova Fiorucci" não só aqui, mas também no exterior. Essa tendência tem se refletido também nos preços das peças. Em vez de acompanhar outras grifes internacionais, os preços das novas bolsas, por exemplo, raramente passam de R$ 200. "Hoje não existe mais espaço para a marca como ela era antes", justifica o diretor de marketing da Supermarcas, Ricardo Nunes. Ele diz que a empresa, agora, busca parceiros para lançar calçados femininos e infantis, sandálias de plástico, roupas íntimas e tênis vulcanizados e completar, assim, o desejado mix antes da abertura da primeira loja.

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