Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Fipe: alimentação tem alta de 10,34% em 12 meses

O grupo Alimentação foi a maior fonte de pressão sobre a inflação do paulistano no acumulado dos últimos 12 meses encerrados na segunda quadrissemana de agosto, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Neste período, segundo cálculos feitos pelo coordenador do índice, Márcio Nakane, o grupo Alimentação subiu 10,34%, variação 2,14 vezes maior que a taxa de 4,83% acumulada pelo IPC-Fipe no mesmo período.De acordo com Nakane, a alta acumulada pelos alimentos nos últimos 12 meses está em linha com o comportamento dos produtos comercializáveis, que na mesma comparação foi reajustada em 5,56%, O economista prevê que daqui para a frente não se deve mais contar com a ajuda do dólar como uma espécie de freio para a inflação. Ele acrescenta ainda que daqui para o final do ano dificilmente o dólar voltará a ficar em torno de R$ 1,80. "Está mais para R$ 2,00 do que para R$ 1,80", diz ao coordenador do IPC-Fipe.O grupo Habitação, por sua vez, fechou na segunda quadrissemana de agosto uma variação de 0,82% no acumulado de 12 meses. Neste caso, trata-se de uma variação 5,9 vezes menor que a taxa de 4,83% acumulada pelo IPC-Fipe no mesmo período. Este grupo, de acordo com Nakane, carrega muito das influências do dólar e de preços administrados. Os preços no âmbito do grupo Transportes acumularam nos últimos 12 meses uma alta de 6,505, seguidos por Despesas Pessoais (5,49%) e Educação (4,15%). O grupo Vestuário é o único que registrou deflação (-0,04%) no acumulado de 12 meses.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.