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Fipe: alimentos puxam alta do IPC na 2ª quadrissemana

A alta dos alimentos ganhou ímpeto e deve continuar pressionando a inflação dos paulistanos nos próximos meses, avaliou o economista e coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), Rafael Costa Lima, nesta quinta-feira, 17. Enquanto o IPC teve aceleração menos intensa (de 0,29% para 0,37%) entre a primeira e a segunda leitura de outubro, o grupo Alimentação subiu bem mais no período.

MARIA REGINA SILVA, Agencia Estado

17 de outubro de 2013 | 13h56

A classe de despesa de alimentos saiu de elevação de 0,25% no começo do mês para 0,61% na segunda quadrissemana (últimos 30 dias terminados na terça-feira). Apesar da intensificação da taxa, o resultado veio como esperado pela Fipe. "Ficou dentro do previsto, mas com algumas pequenas diferenças. Porém, o que de fato aconteceu é que o grupo Alimentação voltou a subir com força, como imaginávamos", disse.

As "diferenças" a que Costa Lima se refere estão relacionadas principalmente ao subgrupo Industrializados, que aumentou o ritmo de alta, de 0,06% para 0,22%. Entre os motivos da aceleração, segundo a Fipe, estão os derivados do leite (de 0,30% para 0,74%) e da carne (de 0,35% para 0,55%). Os produtos estão sentindo os efeitos do avanço dos preços no atacado do últimos meses. "Os únicos que ainda estão caindo são biscoitos e salgadinhos (-3,03%), em parte por causa dos adoçantes (-0,52%). O açúcar caiu muito nos últimos meses, mas já está diminuindo o ritmo de baixa", afirmou. O preço do item no IPC-Fipe cedeu 0,44%, depois de recuo de mais de 1,00%.

Além dos preços de alguns alimentos estarem sentindo o impacto tardio do atacado, os produtos in natura estão reduzindo a velocidade da queda e contribuindo com a aceleração da variação do grupo Alimentação, disse Costa Lima. O subgrupo saiu de retração de 3,79% na primeira leitura do mês para declínio de 1,71% na segunda medição, puxado pelo encarecimento das frutas (1,75%) e também pelos preços menos em conta dos legumes (-1,04%). Embora os preços dos legumes tenham cedido, a queda foi menos acentuada que a de 5,83% da primeira quadrissemana de outubro. "O tomate pesou bastante", afirmou. Isso porque o item passou de variação negativa de 6,40% para alta de 3,34%.

Já os alimentos semielaborados desaceleraram de 2,51% para 2,44% na segunda leitura de outubro, mas continuaram com taxa elevada. Segundo Costa Lima, o que ajudou nesse "pequeno" arrefecimento foram os leites, que estão começando um processo de descompressão, mas ele lembra que as carnes bovinas ainda estão elevadas (3,53%). Depois de subirem 0,10% na primeira leitura, os leites caíram 1,16% na seguinte medição. "Aparentemente o preço começou a se reequilibrar, mas os derivados do leite ainda não tinham incorporado a alta", avaliou.

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