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Fipe: alívio da conta luz sobre IPC acabará em fevereiro

O impacto benéfico que a tarifa de energia elétrica apresentou para a inflação dos meses de novembro, dezembro e janeiro na capital paulista deverá se esgotar em fevereiro, de acordo com o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Márcio Nakane. No mês passado, segundo dados divulgados hoje pela Fundação, a conta de luz foi a principal contribuição para que o IPC de janeiro (0,52%) não fosse maior.A tarifa teve queda de 1,24% para o consumidor, o que representou 0,053 ponto porcentual a menos para a inflação do período. "Todo mês a (Agência Nacional de Energia Elétrica) Aneel informa o porcentual de repasse do PIS/Pasep e Cofins para as operadoras estaduais, que devem jogar esta taxa na conta do consumidor", explicou Nakane. "Nos últimos meses, o porcentual de repasse foi decrescente o que, na prática, significa um pagamento menor pelas famílias e se traduz em deflação", continuou.Entretanto, esse movimento não ocorrerá mais a partir de fevereiro, já que Nakane espera uma alta de 0,23% das taxas do governo no caso da Eletropaulo, operadora de São Paulo. Se esse porcentual for verificado, o impacto no IPC será de 0,01 ponto porcentual. Para se ter uma idéia desse benefício, os dois itens que mais contribuíram com alta no Grupo Habitação em janeiro foram reparo no domicílio (1,11%) e aluguel (0,26%). Juntos, eles representaram uma elevação de 0,049 ponto porcentual para a inflação, não chegando a equilibrar-se com o -0,053 ponto da tarifa de energia.O coordenador esclareceu que foi esse artifício da conta de luz que levou Habitação a ter deflação de 0,15% em janeiro, a quinta desaceleração consecutiva do Grupo. Para fevereiro, ele projeta alta de 0,19% porque, além de energia, pesará também o pagamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). "Habitação, portanto, não deve ser tão favorável para a inflação deste mês quanto foi em janeiro", finalizou. AlimentosO processo de desaceleração dos preços dos alimentos e do próprio índice de inflação, já visto ao final de janeiro, deve continuar em fevereiro. Tanto que o coordenador do IPC projeta uma alta de 0,30% para este mês. Se sua previsão for confirmada, esta será a menor taxa mensal desde outubro de 2007, quando ficou em 0,08%. Para o ano, ele mantém a expectativa de que o IPC-Fipe encerre em 4%.A maior alta este mês deverá vir do Grupo Transportes. Nakane calculou uma taxa de 0,86% para o período, entre outros motivos, porque acredita em um reajuste do preço do bilhete de Metrô de 4,20%. Se isso for confirmado, o impacto no IPC será de 0,03 ponto porcentual. "O Grupo Transportes poderá ficar na contramão dos demais conjuntos de preço que compõem o IPC", previu.Para o Grupo Alimentação, que subiu 1,04% em janeiro, o coordenador projeta uma elevação de 0,39%.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

07 de fevereiro de 2008 | 14h18

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