Fipe: alta na energia pressiona inflação e meta

A inflação do ano 2001 medida pela Fipe pode passar da projeção atual de 3,5% para até 3,9% caso os reajustes das tarifas de energia elétrica na cidade de São Paulo atinjam o percentual previsto pelo governo de 15,8%, ante os 12% previstos anteriormente. "O que explica um aumento desses se o IGP-M do ano passado - índice utilizado para corrigir tarifas - foi de aproximadamente 10%?", questionou o coordenador do IPC, Heron do Carmo. Ele acredita que pode estar ocorrendo uma mudança na política tarifária o que teria mudança na relação da matriz energética brasileira. Nas termoelétricas, as tarifas cobradas serão mais altas que nas hidroelétricas. A equalização das tarifas, segundo Heron do Carmo pode ter a finalidade de atrair investidores para as termoelétricas. Ainda, segundo ele, se o reajuste das tarifas elétricas seguir o porcentual de 15,8%, o governo poderá ter dificuldades para cumprir a meta de 4% de inflação para 2001. Isto pode retardar o processo de redução das taxas de juros, a menos que o governo utilize as margens de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo da meta. Heron do Carmo informou ainda que está mantida a previsão para a inflação do mês de fevereiro em zero.

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