Fipe avalia reduzir projeção do IPC deste ano de 7,5% para 7%

O coordenador-adjunto da Pesquisa de Preços da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Juarez Rizzieri, disse hoje que a previsão de uma taxa de inflação de 7,5% este ano deixou de ser uma projeção otimista, passando a ser o teto das expectativas. Segundo análise do economista, é muito provável que a entidade venha a reduzir para 7% a sua estimativa de inflação para o ano. Na opinião dele, que comentou a taxa de inflação na cidade de São Paulo, de 0,24% na segunda quadrissemana de agosto (período de 30 dias encerrado no último dia 15), houve uma oferta de crédito no mercado com a redução do compulsório, mas a demanda continua muito fraca. "Não há renda que estimule as pessoas a contrair financiamentos e este cenário só poderá mudar se os dissídios coletivos, que começam a partir de setembro, incorporarem integralmente a inflação passada, em torno de 15% pelo IPCA", disse ele, para quem dissídios dessa magnitude poderão inflacionar os preços por meio de custos. No entanto, ressalta o economista, é pouco provável que isso aconteça porque o que se percebe no setor industrial é uma euforia pela busca de nível de atividade, quantidade e não por ganho de margem. Para agosto, o economista manteve a previsão de inflação de 0,60%, mas admite que para setembro o quadro deve melhorar, com o IPC-Fipe refletindo resquícios apenas dos aumentos das tarifas de energia e telefonia, e em outubro a situação estará normalizada. Ele não quis se comprometer com taxas inflacionárias para os próximos dois meses, mas admitiu que até o final do ano a inflação deverá subir em torno de 2%. Até julho, o IPC-Fipe acumula uma alta de 5,21%.

Agencia Estado,

20 de agosto de 2003 | 13h29

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