Fipe confirma revisão de inflação para o ano de 7,5% para 7%

O coordenador da Pesquisa de Preços da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Heron do Carmo, confirmou hoje a revisão da expectativa de inflação para o ano, de 7,5% para 7%. Na semana passada, durante a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), calculado pela Fundação, referente à segunda quadrissemana de agosto, o coordenador-adjunto do índice, Juarez Rizzieri, sinalizou a possibilidade de a Fundação reduzir sua expectativa exatamente para o nível confirmado agora. O IPC-Fipe da terceira quadrissemana ficou em 0,37%, ante 0,24% do período anterior.Segundo Heron do Carmo, a trajetória da inflação é de queda e a alta da terceira prévia de agosto foi provocada basicamente pelos aumentos dos preços administrados. A conta de telefone fixo subiu 9,02%; energia elétrica, 3,38%; linha telefônica, 7,89%; e pedágio, 2,43%. Só energia e telefonia contribuíram com uma alta de 0,35 ponto porcentual na inflação de 0,37% da terceira quadrissemana do mês, disse Heron do Carmo. Perspectiva para setembro também é menorHeron do Carmo manteve a previsão de inflação em agosto em 0,60%, prevendo que só essas duas tarifas públicas vão influenciar na formação do índice com 0,51 ponto porcentual. Para setembro, já livre da pressão das tarifas públicas, Heron acredita que o IPC-Fipe fechará em 0,40%, estimativa mais baixa do que a anterior, que era de 0,60%.A partir de outubro, o economista espera taxas mensais de inflação de 0,30%, com o IPC-Fipe encerrando o ano em 7%. Nas previsões do coordenador da Fipe ainda não está incluído o provável aumento da tarifa de água e esgoto em São Paulo. Segundo ele, mesmo que essa alta ocorra nos próximos meses, a inflação chegará a um ponto em que os aumentos que forem sendo incorporados serão distribuídos para o próximo ano.

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