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Fipe destaca que energia e telefonia foram vilões da inflação

A taxa de inflação apurada na cidade de São Paulo em agosto mostrou a capacidade que as tarifas públicas têm de corroer o poder de compra do consumidor. Da variação média de 0,63% apurada em agosto nos preços no varejo, segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), as tarifas e energia elétrica e telefonia fixa responderam por 0,54 ponto porcentual. "Isso significa que dos 525 itens que compõem o IPC-Fipe, dois responderam por uma inflação de 0,54% e os demais 523 por apenas 0,09%", diz o coordenador da Pesquisa de Preços da Fipe, Heron do Carmo. Numericamente, diz o economista, 7% dos itens contribuíram com 0,54 ponto porcentual para a formação da inflação geral de agosto e 93% pressionaram com apenas 0,09 ponto porcentual. "Isso mostra que as tarifas de energia elétrica e telefonia foram os grandes vilões da inflação de agosto", diz Heron do Carmo. Previsões exageradasAs previsões dos analistas para as taxas de inflação a se realizarem em 2004 e no decorrer de 12 meses à frente estão exageradas (de 6,20% e 6,25%, respectivamente), segundo afirmação do coordenador do IPC-Fipe. De acordo com Heron, a inflação na cidade de São Paulo, de 5,87% no acumulado do ano e a variação de 1,96% nos últimos seis meses, como referência, apontam, quando anualizadas, para uma inflação na casa dos 5% no ano que vem. Esta é a projeção do economista da USP para o IPCA em 2004, ou seja, abaixo da meta de 5,5%.

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