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Fipe diz que prioridade do BC é a inflação dentro da meta

O coordenador do Índice de Preços da Fipe e professor de economia da USP, Heron do Carmo, disse hoje que Banco Central estão mais preocupado em colocar a inflação dentro da meta de 5,5% para o próximo ano, do que com a chamada inércia inflaciária. Ele não concorda com essa iniciativa do Banco Central, mas acredita ser essa principal razão para que os juros não caiam na próxima semana. "Nada justifica a insistência do BC em manter a taxa de juros (atualmente em 26,5% ao ano) em um patamar tão elevado a não ser pelo fato de o BC priorizar a queda da taxa da inflação no curto prazo", disse Heron.O argumento da inércia inflacionária usado para se manter a taxa de juros, para Heron, não convence. Segundo ele, a inflação inercial em janeiro, que era de 7% ao trimestre, aponta para uma taxa de 1% no trimestre fechado em junho. "Estou certo de que a inflação vai despencar. Já saímos de um patamar de 2% para uma média mensal de 0,50%. E isso vai deixar a taxa de juros real ainda mais aberta", afirmou.Segundo ele, existe neste processo um componente político. "A equipe de Lula sabe que quanto mais tempo a taxa de juros for mantida, mais rápido os indicadores vão convergir para a meta. A partir de então, o BC poderá começar a reduzir a taxa de juros gradualmente, deixando os efeitos mais para perto do final de 2005, quando já se começa a pensar na campanha para a reeleição", afirmou.Além disso, acredita o economista, o governo vai acabar aprovando todos os projetos de reformas e com a inflação baixa e juros caindo mês a mês, o povo esquecerá o arrocho do passado. "A lógica é ser mau agora para ser bom no futuro", disse Heron.

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