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Fipe eleva previsão de inflação do ano de 5,5% para 6,5%

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) elevou hoje em um ponto porcentual, de 5,5% para 6,5% a previsão de inflação para o ano. Segundo o coordenador da pesquisa de preços da Fipe, Heron do Carmo, a decisão de se elevar a previsão do IPC resulta, em parte, da do impacto de 0,31 ponto porcentual que o aumento da gasolina e do gás de cozinha vai exercer sobre o IPC-Fipe de novembro.A previsão inicial da Fipe para a inflação deste mês é de 1%. "O impacto já era previsto porque quando a Petrobras sugere um determinado reajuste, os postos, de início, elevam os preços acima do esperado. Só depois de algum tempo, pela queda na demanda e por força da concorrência é que os preços se ajustam", afirma Heron do Carmo.Ajuda para LulaAlém disso, a inflação acumulada no ano, até outubro, já está em 5,14%. De acordo com o economista da Fipe, por mais contraditório que possa parecer, o aumento dos combustíveis agora deve acabar facilitando as coisas para o próximo governo, uma vez que o aumento agora reflete uma taxa de câmbio na ponta de R$ 3,15. "Isso mostra que se o dólar recuar para cerca de R$ 3,20 em dezembro, o próximo governo não precisará de aumentar os preços dos combustíveis", diz.Para o coordenador da Fipe, o pior momento para inflação foi em outubro. No mês passado o índice registrou uma variação média de 1,28%. Desde agosto de 2000, quando a alta fora de 1,55%, não se registrava em São Paulo uma taxa de inflação tão elevada. Para dezembro, no entanto, afirma o coordenador da Fipe, a inflação medida pela fundação deverá retornar para o patamar de 0,5%.Alta também em 2003A alta do dólar também levou a Fipe a rever a previsão de inflação para 2003. A taxa inicialmente esperada de 3% foi revista para 5%. Para Heron, em razão do repasse defasado da variação cambial para os preços no varejo, o IPC-Fipe no ano que vem vai receber uma carga da desvalorização ainda de deste ano.Na opinião dele, os IPCs deverão ser mais pressionados pelo câmbio no ano que vem do que os próprios IGPs, uma vez que estes reagem quase que simultaneamente às altas do dólar. Contudo, reafirma Heron, a não ser que ocorra algo de muito extremo na economia, a inflação não vai atingir os dois dígitos em 2003. "No ponta a ponta, o dólar se desvalorizou em 100% desde o ano passado. E nem por isso a inflação atingiu os dois dígitos", diz.Ainda segundo Heron do Carmo, ninguém pensaria em mais uma desvalorização de 40% agora. "Além disso, o câmbio está ajustando as contas externas, o que reduz a vulnerabilidade do Brasil ao mercado externo e, por conseqüência, reduz também a volatilidade do próprio cambio no futuro", diz ele, acrescentando que o déficit em conta corrente este ano já cairá para algo em torno de 3% do PIB.

Agencia Estado,

05 de novembro de 2002 | 12h58

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