Fipe eleva previsão do IPC de janeiro para 0,7%

O coordenador-adjunto de Pesquisas do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Juarez Rizzieri, revisou a projeção de fechamento do índice no mês de janeiro de 0,50% para 0,70%. Para o ano, no entanto, Rizzieri manteve a estimativa de 4%. "Acreditamos na continuação das pressões nos grupos Educação, Habitação e Alimentação", defendeu. Segundo ele, após a segunda prévia do IPC ter registrado 0,58%, há espaço para o crescimento da inflação na cidade de São Paulo porque espera-se a continuidade da escala de preços em itens como Educação, que deve fechar o mês com reajuste de 6% (representando peso de 0,13 ponto porcentual na formação do IPC); gás de botijão, que deve atingir 15% (peso de 0,07 ponto porcentual); e alimentos in natura, com alta prevista de 4% (peso de 0,12 ponto porcentual). "Haverá a compensação com o recuo de preços da gasolina, que deverá retroceder 13% nas bombas, reduzindo o índice em 0,20 ponto porcentual. Por isso, um IPC de 0,70% é uma referência razoável", opinou. No entanto, ele admitiu não ter certeza sobre o comportamento nas próximas pesquisas do grupo Vestuário que, na primeira prévia, registrou alta de 1,29%, e, na segunda, de 1,15%. "Alguns itens já demonstram quedas de preços. Mas, ao mesmo tempo, o grupo não mudou muito de um levantamento para outro. O Vestuário poderá ajudar na formação de um IPC abaixo de 0,70% em janeiro. Vamos aguardar o comportamento deste grupo", sustentou. "Talvez a mudança venha com as liquidações da linha de Verão", complementou. Rizzieri lembrou que, para atingir um IPC de 4% em 2002, a média inflacionária mensal terá de ser de 0,30%. "Precisamos de mais alguns meses para avaliarmos se essa projeção se confirma. Porém, já sabemos que a inflação em fevereiro será em um índice muito menor. Isso se não for negativa", arriscou.

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