Fipe eleva projeção de IPC para junho de 0,62% para 0,80%

A Fundação Instituo de Pesquisas Econômicas (Fipe) revisou hoje, pela terceira vez neste mês, sua projeção para o fechamento do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) em junho. No início do mês, o coordenador do IPC-Fipe, Paulo Picchetti, acreditava que o Índice fosse encerrar em 0,50% em junho. Nas semanas seguintes, ele elevou suas expectativas para 0,56%, depois para 0,62% e hoje para 0,80%. "O resultado de 0,88% na terceira quadrissemana foi totalmente surpreendente", afirmou o coordenador. Ele aposta, no entanto, que o IPC vá ficar abaixo deste patamar porque espera uma desaceleração dos preços de itens dos grupos Alimentação e Transportes. Foram exatamente estes dois grupos que surpreenderam Picchetti (o primeiro com alta de 1,46% e o segundo com elevação de 2,02%), já que ele contava com uma alta menor dos alimentos e um aumento dos preços da gasolina nas bombas em um nível abaixo do constatado, depois do reajuste anunciado pela Petrobras no último dia 14. Segundo cálculos do economista, o reajuste médio da gasolina seria de 4,5%, porcentual equivalente ao estimado pela estatal. Na última semana, no entanto, a equipe da Fipe detectou que o aumento médio na realidade foi de 7,9%. "Continuo acreditando em uma desaceleração para 4,5%, mas até isso acontecer o IPC já foi influenciado", explicou. Picchetti calculou ainda que o reajuste da gasolina contribuiu para IPC com 0,078% e o álcool com 0,076%. Outro modo de verificar o impacto da subida dos combustíveis na terceira quadrissemana é o comportamento do índice de preços monitorados, que disparou de 0,78% na segunda quadrissemana para 1,13% no levantamento de agora.

Agencia Estado,

25 de junho de 2004 | 12h53

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