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Fipe eleva projeção do IPC de agosto de 0,38% para 0,43%

Recuperação no preço de itens dos grupos alimentação e vestuário foi considerada para reavaliação do índice

Flavio Leonel, da Agência Estado,

18 de agosto de 2009 | 13h17

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), Antonio Evaldo Comune, elevou nesta terça-feira, 18, de 0,38% para 0,43%, a estimativa da inflação em agosto para a capital paulista. Em entrevista concedida à Agência Estado na sede da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), ele destacou, porém, que fez apenas uma pequena revisão nas previsões para alguns grupos de preços pesquisados e avaliou que o IPC continua com um comportamento dentro do esperado para o período, sem trazer maiores preocupações em relação ao futuro da inflação.

 

"Fiz apenas uma ajuste fino na previsão de agosto", disse Comune. "Não temos motivos para acreditar que a inflação esteja saindo do controle", salientou o coordenador, acrescentando que continua trabalhando com uma projeção de alta acumulada de 4,20% para o IPC em 2009, número que, se confirmado, seria bem menor que o resultado efetivo de 2008, quando o indicador acumulou elevação de 6,16% em São Paulo.

 

No início da manhã desta terça-feira, 18, a Fipe divulgou que o IPC apresentou exatamente uma taxa de 0,43% na segunda quadrissemana do mês (últimos 30 dias encerrados em 15 de agosto) ante variação de 0,35% da primeira medição do mês (30 dias terminados em 7 de agosto). Apesar de o resultado ter ficado dentro do intervalo de estimativas do mercado financeiro, representou a taxa mais expressiva na capital paulista desde a segunda quadrissemana de fevereiro (30 dias encerrados em 15/2), quando o indicador apresentou alta de 0,45%.

 

Alta da energia elétrica era prevista 

Comune mostrou tranquilidade com a alta porque já esperava uma pressão para o IPC em agosto, em virtude do comportamento do item Energia Elétrica, que subiu 7,02% ante variação de 3,92% da primeira quadrissemana e respondeu sozinho por 0,29 ponto porcentual (67,85%) de todo o IPC calculado. "Está dentro do esperado, já que reflete o reajuste que a Eletropaulo realizou em julho", comentou.

 

Apesar de a empresa ter reajustado em 12,96% as contas de energia elétrica dos consumidores da região metropolitana de São Paulo no dia 4 do mês passado, o IPC está captando o maior impacto deste ajuste apenas em agosto, já que os aumentos de tarifas públicas são calculados pela Fipe somente quando os consumidores recebem a conta em casa para o pagamento do serviço. Como a entrega das contas com o reajuste é feita de maneira gradual e os vencimentos são diferentes, a tendência é o IPC captar pressões maiores para o grupo e, consequentemente, para o índice geral a cada divulgação de quadrissemana neste mês. "O pico desta pressão será observado no final de agosto, quando o item Energia Elétrica apresentará uma alta de 9,51%", adiantou.

 

O "ajuste fino" na previsão realizado pelo coordenador foi observado basicamente em dois grupos pesquisados pela Fipe. Para a Habitação, que subiu 0,94% na segunda quadrissemana e apresentou a taxa mais significativa desde a terceira quadrissemana de setembro do ano passado (0,97%), Comune elevou a previsão de alta para o mês, de 1,05% para 1,26%. Para o grupo Vestuário, que apresentou queda de 0,10% ante baixa de 0,19% da primeira quadrissemana, modificou a expectativa, de um declínio de 0,70% para uma baixa mais amena, de 0,17%. "As liquidações neste grupo ainda estão fazendo a diferença, mas eu decidi revisar a previsão, já que alguns itens já mostram alguma recuperação no preço", comentou.

 

É no grupo Alimentação, que subiu 0,26% ante alta de 0,39% na primeira quadrissemana de agosto, que ainda está a notícia animadora da inflação paulistana. Segundo Comune, apesar de o grupo ter apresentado uma elevação ainda pressionada pelo avanço de 3,60% dos alimentos In Natura, a tendência para o final do mês é de uma desaceleração, já que alimentos importantes, como o leite Longa Vida, que caiu 5,33% e a carne bovina, que recuou 1,34%, devem continuar aliviando a pressão no grupo. Por conta deste movimento, ele revisou também a previsão para a Alimentação em agosto, de uma elevação de 0,08% para uma variação de apenas 0,01%.

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