Fipe espera pressão inflacionária em janeiro

Técnicos da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) esperam que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), em janeiro de 2001, seja a maior de todo o ano. Espera-se que o resultado fique em 0,5%, já incorporando as pressões dos alimentos hortifrutigranjeiros (por conta das chuvas), do reajuste das mensalidades escolares e do pagamento do IPVA dos automóveis. Nos demais meses do ano, o IPC deve ficar abaixo deste patamar, segundo previsão do coordenador da pesquisa de preços da instituição, Heron do Carmo, que prevê uma inflação de 3,5% no acumulado de 2001. Mesmo os reajustes de energia e telefone, que ocorrem em geral no meio do ano e foram alguns dos vilões da inflação em 2000, devem exercer uma pressão menor sobre o índice. Isto porque o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) da FGV, usado para corrigir as tarifas públicas, terá uma variação inferior.Segundo o coordenador da Fipe, com a melhora da balança comercial, o dólar oscilará menos, aliviando os IGPs, que são mais influenciados por itens importados. Não há perspectiva também de novos aumentos dos combustíveis, também por conta do petróleo mais baixo. Heron calcula que a variação dos preços ao consumidor oscilará em torno de 4%, enquanto os preços de mercado, que incluem os índices do atacado, ficarão em 6% em 2001.

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