Fipe espera queda da inflação em maio

O coordenador da Pesquisa de Preços da Federação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Paulo Picchetti, revisou nesta sexta-feira sua previsão de inflação para maio de uma alta de 0,10% para uma queda de 0,10%. Com isso, a taxa poderá registrar o menor resultado para este mês desde 1999, segundo levantamento feito pela Agência Estado na série histórica disponível deste indicador, que começa em janeiro de 1975. Na época, o IPC teve deflação de 0,37%. Picchetti admitiu ter sido pego de surpresa pela deflação de 0,05% apurada na cidade de São Paulo na terceira quadrissemana do mês - período de 30 dias encerrado no último dia 23.O IPC-Fipe vinha numa crescente desde a terceira medição de abril, quando fechou em -0,06%. Os próximos passos foram de uma ligeira alta de 0,01% no fechamento do mês passado e duas taxas idênticas, de 0,08%, nas primeira e segunda parcial de maio.Só para efeito de informação, a maior taxa de inflação apurada pelo IPC-Fipe para um mês de maio ocorreu em 1994, quando o índice registrou um reajuste médio dos preços da ordem de 45%. Ano Para o ano, no entanto, Picchetti manteve a projeção de 4,5% para a inflação que será entregue pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe. De acordo com ele, não há como alterar projeções de médio prazo em momentos de tanta volatilidade econômica como a que vive o mundo agora. "Neste momento eu nem saberia por que lado começar uma revisão", disse.Tendência de queda Por todos os cortes que se faz do IPC-Fipe referente à terceira quadrissemana de maio, o que se verifica é uma tendência de queda da inflação na capital paulista em maio, avaliou Picchetti. O preço do álcool combustível, por exemplo, grande vilão da inflação nos últimos meses, já apresenta uma queda de 20,7% na comparação ponta a ponta (terceira semana de maio ante terceira de abri). Na ponta da semana passada, o álcool mostra uma queda de 11,8%. Até mesmo o grupo Vestuário encontra-se em queda na comparação ponta a ponta, mesmo com a presença ainda dos impactos criados pela entrada no mercado da moda outono/inverno. Na semana passada este segmento mostrava na ponta uma deflação de 0,40% e agora ela foi ampliada para 1%. De acordo com Picchetti, para não fugir à regra, o único preço que está subindo é o do frango. Na ponta da segunda semana de maio para a terceira, o preço cobrado pelo quilo da ave subiu de 10,9% para 14,3%.Este texto foi atualizado às 15h22.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.