Fipe mantém expectativa de IPC para maio em 0,45%

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) manteve sua projeção de inflação para maio em 0,45%, informou hoje o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), Paulo Picchetti. Ele disse também que está mantida a inflação projetada para o ano entre 5% e 5,5%. O otimismo do economista da Fipe no tocante à inflação para maio está relacionado ao início do processo de devolução das consecutivas altas registradas nos últimos meses nos preços dos alimentos, em especial dos in natura. Foi, principalmente, pela desaceleração do ritmo de alta do grupo Alimentação, de 1,55% em abril para 1,48% agora na primeira quadrissemana de maio que o IPC-Fipe na primeira parcial do mês fechou em 0,68% ante uma elevação de 0,83% no fechamento de abril. Esta desaceleração do índice já vinha sendo esperado por Picchetti desde o final de março, mas para isso os alimentos deveriam já deveriam ter devolvido a alta, o que só aconteceu agora na primeira quadrissemana de maio. "Errei no timing da desaceleração dos alimentos in natura este ano", diz o coordenador do IPC-Fipe. Normalmente, explica ele, em março a alta sazonal dos preços dos hortifrutigranjeiros já começa a ser devolvida. Na média, o conjunto dos alimentos in natura nesta primeira parcial do IPC-Fipe desacelerou seu ritmo de alta em 0,12 ponto porcentual, de 2,70% no fechamento de abril para 2,58%. Ainda de acordo com Picchetti, pelo que foi mostrado no IGP-DI de abril, quando o IPA Agrícola fechou com uma deflação de 1,60%, os alimentos tendem a ter seus preços recuando ainda mais daqui para frente. Outro indicador que ancora a expectativa do coordenador da Fipe para um quadro inflacionário mais ameno a partir de maio é o Índice de Preços Recebidos pelo Produtor Rural (IPR) do Instituto de Economia Agrícola (IEA), que na primeira quadrissemana de maio caiu 0,07% apesar de já ter mostrado uma queda de 1,03% no fechamento de abril. Os únicos produtos que estão andando na contramão dos alimentos in natura são a batata e o tomate", afirma Picchetti, referindo-se à alta de 21,08% no preço do tomate ante uma queda na semana anterior de 28,36%. No caso da batata, a tendência de alta se manteve, apesar de mostrar uma velocidade menor, de 45,83% para 35,88%.

Agencia Estado,

11 Maio 2005 | 14h42

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