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Fipe mantém previsão de 0,29% para IPC de abril

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) manteve sua projeção de 0,29% para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de abril. Apesar da surpresa com o arrefecimento do grupo Alimentação para 0,26% na terceira quadrissemana de abril, ante estimativa de 0,42% e taxa de 0,50% registrada na segunda leitura, o coordenador do IPC, Rafael Costa Lima, disse que outros grupos, como Despesas Pessoais e Habitação, estão com comportamentos acima do esperado, o que tende a pressionar a inflação no fechamento do mês. O IPC da terceira quadrissemana ficou em 0,17%.

MARIA REGINA SILVA, Agencia Estado

24 de abril de 2013 | 13h33

"A perspectiva é de desaceleração dos alimentos in natura, o que pode ajudar a inflação. Fora isso, não esperamos nenhum grande alívio no IPC", avaliou. "Se acertarmos a projeção (de 0,29%), o acumulado em 12 meses até abril iria a 5,40%, menor do que a taxa registrada até março, de 5,57%", completou, acrescentando que também mantém a expectativa de o IPC fechar 2013 em 5%.

Além da expectativa de nova desaceleração de Alimentação, para 0,28%, na quarta quadrissemana de abril, o professor e economista trabalha com recuo menos intenso em Despesas Pessoais, de 0,10%, frente a uma queda de 0,45% vista na terceira quadrissemana. "Além de termos observado aumento em alguns itens da linha branca, os preços de pacotes de viagem estão diminuindo a queda", justificou.

O IPC de abril, disse, ainda deverá sofrer pressão do grupo Habitação, em razão do fim do efeito da desoneração da tarifa de energia e do reajuste do preço dos medicamentos, no fim de março, que deve aparecer com mais força.

De acordo com Costa Lima, Habitação deve sair de alta de 0,11% na terceira quadrissemana para aumento de 0,25% na quarta; Saúde, de 0,86%, para 1,37%; e Despesas Pessoais, de retração de 0,45%, para queda de 0,10% no fim de abril. "A taxa de Saúde acelerou mas já era esperado, por causa de remédios, que foi o grande vilão do grupo", completou.

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