Fipe mantém previsão de 5,5% para inflação do ano

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), Paulo Picchetti, manteve hoje a previsão de 5,5% para a inflação fechada no ano. Segundo ele, a projeção contempla um crescimento de 3,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e uma evolução de 4% da indústria. Potencialmente, diz ele, esta estimativa para o ano deverá ser revisada tão logo o economista tenha os dados fechados do primeiro trimestre da produção industrial. A previsão de Picchetti é baseada no que ele chama de consistência macroeconômica. Outra explicação do economista para a manutenção de 5,5% para a inflação anual está no fato de o núcleo do IPC-Fipe, apesar de ter subido para 0,32% - superior a 0,21% de março - ainda projetar a mesma taxa para o ano (5,5%). Projeção para maio: IPC de 0,35%Paulo Picchetti previu uma taxa de 035% para o IPC fechado de maio. Esta taxa deve ficar ligeiramente acima da variação de 0,29% apurada em a bril e da alta de 0,31% verificada em maio do ano passado. A inflação prevista para maio de 2004 ocorrerá dentro de um cenário de dissipação da pressão pelo reajuste nos preços dos remédios, que na média foi de 5,70%, mas sujeita a um repasse dos aumento s da indústria para o varejo. De acordo com Picchetti, os preços dos produtos industrializados vêm subindo sistematicamente desde a segunda quadrissemana de fevereiro, fechando abril em 0,58%. A variação dos industrializados não contemplam o comportamento dos combustíveis. Outra preocupação do economista com relação aos produtos industrializados está no fato de o aumento desses itens estarem desde fevereiro rodando acima do IPC-Fipe cheio.Segundo o economista, para uma base de comparação, o aumento do grupo Alimentação em 12 meses é "virtualmente zero", enquanto os alimentos industrializados no mesmo período tiveram uma alta de 0,82%. Ocorre que os industrializados não se restringem apenas aos alimentos. Na opinião de Picchetti, a tendência é de alta e, além disso, os alimentos in natura, que em abril já subiram 1,17% e tendem a se manter em alta. Ele citou o Índice de Preços Recebidos pelo Produtor Rural (IPR) que apresentou variação positiva em abril pela primeira vez. Picchetti também fez menção ao aumento da produção e da capacidade instalada da indústria em março, que abre espaço para o repasse da alta do setor para o varejo, uma vez que a indústria tem a opção de vender para o mercado externo.

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