Fipe mantém previsão de inflação em 0,10% para maio

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) manteve nesta quinta-feira a projeção para a inflação na cidade de São Paulo no mês de maio em 0,10%. De acordo com o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), Paulo Picchetti, a manutenção da previsão é reflexo da continuidade do equilíbrio de forças dos preços de determinados itens e grupos, verificada desde os primeiros resultados coletados em maio.Na avaliação de Picchetti, enquanto os preços dos remédios e dos combustíveis tendem a caminhar para uma desaceleração ou queda, os preços de alguns produtos alimentícios, como o frango, continuam a apresentar retomada na tendência de alta, por conta da redução da oferta. "A previsão é de que este movimento continue no decorrer do mês e confirme a projeção de 0,10% para o encerramento do período", comentou.Na segunda quadrissemana de maio - período de 30 dias encerrado dia 15 de maio -, a Fipe apurou alta de 0,08 no IPC, a mesma variação do primeiro levantamento do mês. Nesta variação geral, o frango subiu 8,22% e representou uma alta de 0,07 ponto porcentual na composição do índice e a maior contribuição para a inflação na cidade.Na outra ponta, a de baixa, os preços remédios já apresentam desaceleração, de 2,92% na primeira quadrissemana para 2,80% na segunda. O preço do álcool combustível continuou em tendência de queda (-10,49%) e foi o item com a contribuição negativa mais expressiva do período (-0,06pp).Com o cenário mantido para o mês, Picchetti decidiu continuar com a projeção de 4% para a inflação na capital paulista em 2006. O IPC-Fipe mede a variação dos preços de produtos e serviços, no município de São Paulo, para famílias que ganham entre 1 e 20 salários mínimos.Álcool Segundo a pesquisa, o preço do álcool, um dos principais vilões da inflação no início do ano, ampliou o ritmo de queda no final da segunda semana de maio na cidade de São Paulo. Na comparação ponta a ponta, o combustível recuou 17,8%, contra uma baixa de 12,3% da semana anterior na bomba dos postos - como reflexo da entrada da nova safra de cana-de-açúcar. Na segunda quadrissemana do mês, o preço caiu 10,49% ante uma queda de 6,69% na primeira quadrissemana.Diretamente ligado ao álcool, por conta da composição de álcool anidro que possui, o preço médio da gasolina inverteu a trajetória anterior. Na segunda semana do mês, recuou 0,4% na bomba dos postos paulistanos, resultado oposto à alta de 0,4% da semana inicial de maio. Quanto à quadrissemana, a gasolina manteve a tendência de queda, com números muito próximos, passando de uma variação de -0,21%, no primeiro levantamento do mês, para um declínio de 0,19% na segunda quadrissemana.De acordo com a avaliação do comportamento de ambos os combustíveis, a tendência para o mês é de que o resultado ponta a ponta seja transferido para a pesquisa quadrissemanal e que continue trazendo impacto direto na inflação do município. Na segunda medição de maio, o álcool liderou o ranking de contribuições negativas para o IPC-Fipe. Enquanto o índice geral subiu 0,08%, o combustível respondeu por uma queda de 0,07 ponto porcentual de todo o indicador.Este texto foi atualizado às 16h11.

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