Fipe mantém previsão de inflação para abril em 0,10%

A estabilidade dos preços na cidade de São Paulo na primeira quadrissemana de abril - o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) fechou em apenas 0,03% - levou o coordenador do indicador, Paulo Picchetti, a manter suas projeções de inflação de 0,10% para o mês e de 4,5% para o ano. Ele ressaltou, no entanto, que a possibilidade de o IPC fechar o mês negativo tornou-se maior que a probabilidade de subir 0,10%. A dinâmica do raciocínio de Picchetti vai de acordo com a seguinte tendência: os preços do álcool e da gasolina, responsáveis por 0,13 ponto porcentual de todo o IPC, com aumentos na quadrissemana de 10,02% e 2,96%, respectivamente, mostram pela primeira vez, quedas de 0,40% e de 0,20%. "É uma variação expressiva, porque, na semana passada, as pontas destes dois produtos eram de 10,60% e 3,10%", reforçou o coordenador do índice. De acordo com ele, aparentemente, as quedas, que já vinham sendo observadas nas refinarias, já estão chegando para o consumidor. "Apesar de ser uma incógnita, é provável que os preços dos combustíveis comecem a mostrar estabilidade ou até mesmo queda no varejo", afirmou Picchetti. Além disso, conforme destacou, o grupo Alimentação mantém a tendência de queda. Na ponta, segundo ele informou, todos os subgrupos alimentícios estão caindo, com exceção dos in natura, que saíram de uma deflação de 1,99% na ponta da semana passada para uma alta de 0,40% nesta semana. "Foi o único subgrupo que reverteu a queda, apesar de, na quadrissemana, ter caído 0,52%", comentou. Para Picchetti, a tendência de deflação dos alimentos torna-se ainda mais forte com a expectativa da entrada da safra agrícola no mercado daqui para frente.

Agencia Estado,

12 Abril 2006 | 14h18

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