Fipe mantém previsão de inflação para agosto em 0,90%

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Paulo Picchetti, manteve sua previsão de inflação para o mês de agosto em 0,90%. Segundo ele, a elevação de 0,14 ponto porcentual na taxa de inflação na cidade de São Paulo, de 0,67% na primeira quadrissemana de agosto para 0,81% na segunda pesquisa do mês, indica que a inflação caminha para fechar no patamar anteriormente projetado em função de fatores conhecidos. Ele destacou os aumentos captados pela Fundação na segunda quadrissemana - período de 30 dias encerrado no último dia 15. São eles: energia elétrica (6%), contrato de assistência médica (3,65%) e conta de telefone fixo (3,34%). Estes três itens responderam sozinhos por 0,44 ponto porcentual do IPC. Ou seja, mais de metade da variação divulgada hoje. "Já falávamos sobre isso há mais de um mês. O que mudou foi o aumento registrado no preço do tomate, que me levou a revisar a estimativa de 0,80% para 0,90%", explicou Picchetti.Projeções para preçosDe acordo com o coordenador, no geral, os preços ao consumidor têm mantido a trajetória já verificada anteriormente: os preços de produtos que subiam continuam em alta, enquanto que os que registravam queda seguem cedendo.Um destes exemplos é a gasolina, que, na ponta ao consumidor, já zerou seu impacto sobre o IPC, confirmando a diluição do aumento recente de 1,5% na queda que vinha sendo verificada na ponta em torno de 2%. Na segunda quadrissemana especificamente os preços deste combustível mostra uma queda de 0,67%.Dentro do grupo Transportes, que fechou em alta de 0,89% na pesquisa revelada hoje ante 0,98% da primeira quadrissemana, a desaceleração só não foi maior porque o preço do álcool combustível apresentou um aumento de 8,65%, dando uma contribuição de 0,05 ponto porcentual para o índice cheio. Na ponta do consumidor, o álcool já acumula um ganho de 10%.

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