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Fipe mantém previsão de IPC em 0,20% em maio

A taxa de inflação na cidade de São Paulo em maio deverá fechar em 0,20%, segundo afirmou o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas e Financeiras (Fipe), Heron do Carmo. Esta previsão já havia sido feita pelo coordenador-adjunto do índice, Juarez Rizzieri, na semana passada. A projeção anterior era de 0,30%. Ocorre, de acordo com Heron, que a variação média dos preços na segunda quadrissemana de maio - período de 30 dias encerrado no último dia 15 - fechou em 0,30%, abaixo do esperado para o período. Metade da inflação prevista para maio virá do impacto da cobrança da taxa de iluminação pública regulamentada pela prefeita de São Paulo, Marta Suplicy. Cálculos feitos pelo coordenador da Fipe mostram que por causa desse imposto a tarifa de energia elétrica para o consumidor paulistano, que recebe uma renda familiar entre 1 e 20 salários mínimos, sofrerá um aumento de 6%. O impacto desse aumento será de 0,24 ponto porcentual sobre o índice geral, distribuído em dois meses e meio - sendo 0,10 ponto porcentual em maio e 0,10 em junho.O importante, ressalta o economista da Fipe, é que se não fosse a taxa de iluminação pública, o índice de inflação poderia ficar em 0,10%. "Dada a variabilidade do IPC-Fipe, poderemos ter até uma deflação de 0,10% no mês como poderá ocorrer também uma taxa ligeiramente acima do esperado", disse ele, ressaltando que no geral a tendência é de queda na inflação. Heron destaca que a segunda quadrissemana do IPC pega ainda alguns preços referentes à segunda quadrissemana de março, quando o dólar encontrava-se num patamar de R$ 3,66. "Por isso que eu insisto que a inflação tende a cair significativamente." O economista acredita, ainda, que o impacto da iluminação pública sobre o IPC-Fipe poderá até ser neutralizado se for seguida a trajetória de queda dos preços.

Agencia Estado,

20 de maio de 2003 | 13h58

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