Fipe mantém previsão de IPC em 0,40% para fevereiro

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Paulo Picchetti, manteve a sua projeção de inflação para o fechamento de fevereiro em 0,40%, mesmo com a média dos preços na cidade de São Paulo tendo recuado 0,12 ponto porcentual, de uma alta de 0,49% na segunda quadrissemana do mês para 0,37% na terceira tomada de preços. De acordo com ele, alguns analistas, depois de verem o número do IPC nesta manhã, revisaram suas projeções para até 0,30%, o que Picchetti acredita que não vai acontecer.Segundo o economista, a surpresa na terceira parcial da Fipe este mês foi novamente as despesas com viagem e excursão. Os preços neste segmento caíram 6,88% e, na ponta, já acumulam uma queda de 11%.Teoricamente, afirma Picchetti, o comportamento dos preços de viagem e excursão derrubariam ainda mais a inflação. Entretanto, segundo sua previsão, na quarta quadrissemana, que coincide com o fechamento do IPC-Fipe em fevereiro, a variação acumulada de preços deste segmento tende a zerar, substituindo uma deflação de 16%. Sazonalmente, os preços de viagem e excursão caem no período de baixa temporada e se mantém até a metade do ano. No início de 2005, porém, os preços contrariaram a sazonalidade e caíram antes do período previsto.O economista da Fipe refutou ainda as análises feitas por alguns especialistas do mercado, de que o grupo Vestuário poderá ser uma ameaça para a inflação, por conta do eventual espaço que os empresário do setor poderão encontrar para antecipar a entrada da coleção Outono-Inverno no mercado a preços maiores. "Não acredito que este segmento possa ameaçar a inflação, porque as roupas que foram compradas estão sendo ainda pagas e, daqui para frente, o consumidor deve ser deparar com juros mais altos", explicou. Inflação para o anoPicchetti manteve também a sua projeção de inflação para o ano no intervalo entre 5% e 5,5%. De acordo com ele, alguns dos itens que mais vêm pressionando a inflação nos últimos meses já estão em trajetória de desaceleração ou em vias de atingir o pico de alta. Ele citou como exemplos os preços dos produtos que compõem o grupo educação, que ainda estão em alta, mas num ritmo menor.

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