Fipe mantém previsão para IPC em 0,50% em novembro

A inflação ao consumidor apurada na cidade de São Paulo na primeira quadrissemana de novembro - período de 30 dias encerrado no último dia 7 - reforçou a previsão do coordenador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Paulo Picchetti, de que, na média, os preços serão reajustados em 0,50% ao longo do mês.Esta previsão havia sido feita pelo economista no fechamento do IPC-Fipe de outubro e ganhou mais força com a apuração de uma alta de 0,59% na primeira quadrissemana do mês. A inflação deste início de novembro é a mesma verificada nas primeira e terceira quadrissemanas do mês passado.Maiores altas devem desacelerarO coordenador da Fipe destacou o preço da carne bovina, que embora alguns cortes figurem entre as maiores altas da quadrissemana, como coxão-mole (8,48%), alcatra (8,87%), acém (6,07%), contra-filé (7,86%) e patinho (9,26%), na ponta já se verifica um ritmo menor de alta. Segundo Picchetti, nesta comparação o preço da carne desacelerou de uma alta de 4,4% para 4,2%. Ele acredita que o preço da carne vai se estabilizar daqui para frente. Aliado ao comportamento previsto para os preços da carne, ressalta o coordenador da Fipe, os dois itens de maior pressão em outubro - combustíveis e água e esgoto - vão sair da lista das maiores altas no decorrer de novembro."No caso dos combustíveis, já se vê na ponta uma queda de 0,10%. É pequena, mas é a primeira desde o reajuste dos combustíveis, em 10 de setembro", justifica Picchetti. Para ele, a somatória dos comportamentos dos preços no varejo, tomando como base a primeira quadrissemana de novembro, será de uma inflação de 0,50% no mês e de 5% no ano.

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