Fipe mantém projeção do IPC em 0,10% para junho

A tendência para o comportamento da inflação é de queda em junho em relação a maio, segundo afirmou há pouco o coordenador da Pesquisa de Preços da Fipe, Heron do Carmo. Ele manteve a sua previsão para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de 0,10% em junho, o que mostraria uma desaceleração de 0,21 ponto porcentual na comparação com a taxa de 0,31% registrada no mês passado. Com relação ao índice de inflação apurado na primeira quadrissemana de junho, de 0,28%, Heron disse ter sido surpreendido. Ele previa uma taxa em torno de 0,31%. A primeira quadrissemana compreende os últimos 30 dias encerrados no dia 7 de junho. Para o economista, o comportamento da inflação em São Paulo está embasado em dois grupos de produtos com movimentos distintos. De um lado aparecem energia elétrica e arroz, com altas de 4,61% e 16,85%, respectivamente. De outro estão gasolina (-4,53% ) e tomate (-26,26%), que registraram quedas. O primeiro grupo contribuiu com 0,33 ponto porcentual na ponta da alta do IPC, enquanto que o segundo deu um alívio de 0,19 ponto. Na opinião de Heron, se arroz e energia elétrica deixassem de subir e gasolina e tomate de cair, o IPC já sofreria um alívio de 0,14 ponto porcentual. É isso que, conforme disse, lhe dá segurança de manter a previsão de 0,10% para a inflação fechada de junho. Para o ano, ele mantém a estimativa de 9% e diz que só vai alterá-la depois de saber o índice de reajustes das tarifas públicas (telefonia, energia elétrica, água e esgoto), que influenciará a inflação de julho e agosto.

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