Fipe minimiza impacto do dólar sobre inflação

O coordenador da Pesquisa de Preços da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Heron do Carmo, voltou a minimizar o impacto do aumento do dólar sobre a inflação. Segundo ele, o que preocupa nesse momento é o impacto do câmbio sobre os reajustes das tarifas públicas que começam a ocorrer a partir de junho. "Se não fosse o dólar a gasolina, que na primeira quadrissemana de junho sofreu uma queda de 0,65%, poderia ter recuado mais já que o petróleo está em queda no mercado internacional", disse. Em relação aos demais preços, o economista comenta que o dólar afeta menos. Ele se diz otimista porque, por enquanto, tarifas como água e esgoto e ônibus, que são determinadas pelo governo estadual e pela Prefeitura, ainda não há novidades sobe um novo reajuste. Por ser um ano eleitoral, é até possível que essas tarifas não sofram aumento neste ano.Heron mantém sua previsão de inflação de 0,20% para junho, ante uma taxa de 0,85% registrada no ano passado. Segundo ele, no acumulado de 12 meses o IPC-Fipe deve recuar de 6,32% até maio, para algo em torno de 6% em junho, a menor taxa apresentada desde outubro de 2001. "A minha expectativa é de que este comportamento do IPC-Fipe se estenda para os outros índices de preços ao consumidor, como o IPCA", disse Heron.

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