Fipe: preço do álcool caiu em setembro

O preço do álcool hidratado nos postos de gasolina caiu 1,5% em setembro. A informação é do coordenador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Heron do Carmo. No acumulado de janeiro a setembro, o hidratado registrou um aumento de 25,92% nas bombas. Esse porcentual superou o da gasolina, que apresentou um incremento de 24,07% em igual período.Heron do Carmo destaca que os preços do álcool começaram a subir desde meados do ano passado, com o término da ingerência governamental e o início da auto-regulamentação do setor. Este último levou a criação de empresas como a Brasil Álcool, que tinha por objetivo exportar e, conseqüentemente reduzir a oferta abundante no mercado interno. O comportamento da venda do álcool hidratado no varejo espelhou a realidade do produtor. Pesquisa realizada pela Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queirós (Esalq/USP), indica que o litro do hidratado ao produtor fechou o mês de setembro cotado a R$ 0,74443. Mesmo com o leve recuo do mês passado, no acumulado dos primeiros nove meses deste ano, o preço ao produtor apresentou um aumento de 35,4%. Essa variação foi dez pontos percentuais acima da registrada para os preços ao consumidor. O pico de preço ocorreu em agosto, quando o litro de álcool hidratado bateu R$ 0,75622. Leilões de álcoolPreocupado com o impacto dessa alta nos índices inflacionários, o governo deu uma resposta imediata ao setor sucroalcooleiro, com a retomada da política de leilões quinzenais dos estoques oficiais, interrompidos desde o final do ano passado. O primeiro aconteceu no dia 17 de agosto, com a venda de praticamente toda a oferta de 100 milhões de litros. Em setembro, foram outros dois leilões oficias, perfazendo uma oferta de 153 milhões de litros. Amanhã, a partir das 9h, o governo realiza a venda de mais 50 milhões de litros, dos quais 5 milhões de anidro, para adição à gasolina.Para o coordentador da Fipe, o preço do álcool no varejo está, no momento, atingindo a paridade com a gasolina. "O consumidor foi beneficiado no período barato", disse. O atrativo do carro a álcool agora não está mais no preço do combustível, mas depende de incentivos governamentais, como a frota verde - carros com o IPI subsidiado.

Agencia Estado,

06 de outubro de 2000 | 10h23

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