Fipe prevê inflação de 0,80% para agosto

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Heron do Carmo, espera que a inflação de agosto termine em 0,80%. Essa taxa, segundo ele, inclui o impacto do reajuste das tarifas de energia elétrica e de telefonia. A previsão estabelece, ainda, uma folga de 0,30 ponto porcentual porque Heron diz esperar que o governo do Estado de São Paulo autorize um aumento para a tarifa de água e esgoto. Para setembro, o economista estima uma taxa de inflação para o IPC-Fipe de 0,50% e para o ano, de 8%.Deflação de julhoA taxa negativa de 0,08% apurada para os preços ao consumidor na cidade de São Paulo, em julho, é a primeira registrada neste mês desde 1998. Naquele ano, segundo afirma o coordenador do IPC-Fipe, a inflação de julho foi negativa em 0,77%. De acordo com o economista, o fato de não se ter registrado uma queda na média dos preços há tanto tempo está relacionado aos novos contratos que reajustam as tarifas públicas pelos IGPs firmados no Plano Real, no governo de Fernando Henrique Cardoso.Normalmente, diz Heron, o pico da inflação ocorre nos meses de julho e agosto por causa da influência dos aumentos das tarifas de energia elétrica e de telefonia na composição do índice. Em julho deste ano, porém, o pico da influências das tarifas sobre o IPC acabou sendo postergado de julho/agosto para agosto/setembro em decorrência da guerra de liminares, que mudou ou reduziu os indexadores.

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