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Fipe prevê inflação em 0,60% no final do mês

A tendência da inflação continua sendo de queda, segundo afirma o coordenador de Pesquisas de Preços da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), economista Heron do Carmo. Ele prevê para o fim de setembro uma taxa média de inflação de 0,60% pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC). Se for confirmada, a taxa prevista de inflação para São Paulo ficará 0,30 ponto porcentual abaixo da taxa de 0,89% apurada na segunda quadrissemana do mês. Esta desaceleração de 0,30 ponto porcentual, de acordo com o economista da Fipe, sairá das tarifas públicas, que na segunda prévia do mês responderam por 0,55 ponto porcentual do índice geral, de 0,89%. O alívio das tarifas, de acordo com Heron do Carmo, será providencial para a inflação que já está ganhando força com a desaceleração das quedas dos alimentos industrializados e in natura, e do vestuário, que agora registrou queda de 0,09% mas que tende a começar a refletir a entrada no mercado da coleção primavera-verão. Para o ano, Heron mantém a sua projeção para uma inflação de 7%. Ele afirma não ver daqui para o final do ano qualquer choque que possa tirar a inflação da sua trajetória de queda. Na opinião do economista, além da redução da volatilidade do câmbio, o poder de compra do consumidor deverá continuar baixo mesmo com os dissídios, abono de fim de ano e pagamento do 13º salário. Preços agrícolas e varejoHeron do Carmo descartou o repasse do aumento dos preços agrícolas do atacado para o varejo. "Os movimentos de preços verificados no atacado não chegam no varejo com a mesma intensidade porque o peso dos agrícolas no atacado é muito maior que no varejo", diz o economista. Além disso, explicou, no varejo, o produto colocado à venda é processado. "Agrega-se valor no produto, mas este valor está mais relacionado à mão-de-obra, que não tem aumentado muito", defende o economista da Fipe. Ele acrescenta ainda que a inflação do varejo terá ainda como freio a perda de renda do consumidor e a necessidade de o setor produtivo alavancar suas vendas. "A inflação que temos agora decorre de reajustes de tarifas públicas efeitos sazonais. Não temos nenhuma pressão à vista no cenário além destas", diz Heron do Carmo.

Agencia Estado,

18 de setembro de 2003 | 17h23

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