Fipe prevê inflação maior e espera novo aumento de combustível

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) abandonou hoje a previsão de que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) fechará novembro em 0,45%, segundo havia previsto o coordenador do índice, Paulo Picchetti, na semana passada.De acordo com ele, com os novos dados que tem em mãos hoje - reajustes nos preços dos cigarros e aumento dos preços da gasolina acima do esperado pela Petrobras (1,6%) e pela própria Fipe (4%) -, os números já seriam suficientes para elevar a projeção da inflação na capital paulista ao final do mês.Picchetti, que acredita num novo reajuste dos preços dos combustíveis até o próximo dia 15, prefere, no entanto, que essa hipótese seja confirmada antes de revelar sua nova estimativa. "Seria contraproducente fazer uma nova previsão agora e reajustá-la na semana que vem", argumentou.O coordenador afirmou que, se esses reajustes vierem somados à expectativa de alta de 14% nos preços do álcool nas bombas, a inflação de novembro pode superar a de agosto (0,99%). "Com todos esses dados confirmados, o IPC de novembro corre o risco de ser o maior do ano."Influência sobre 2005Ele alerta que a alta inesperada dos preços dos combustíveis não apenas interferirá no IPC de 2004, como também contaminará a inflação de 2005. "Se os combustíveis estão subindo além do esperado, a boa notícia é que os preços industrializados estão praticamente estáveis", avaliou.Prova disso, é que o conjunto de preços monitorados, onde se localizam os combustíveis, apresentou uma elevação de 1,31% no fechamento de outubro, para 1,42% na primeira quadrissemana de novembro - a maior alta desde a segunda quadrissemana de setembro (1,65%).Na outra ponta, os preços industrializados ficaram praticamente inalterados no período, passando de 0,68% para 0,69%. Mesmo assim, esse é o maior índice desde o fechamento de junho (0,80%).

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