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Fipe prevê que inflação feche março em 0,20%

O coordenador de Pesquisa de Preços da Fipe (a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP), Heron do Carmo, disse não haver motivos para preocupação com relação ao futuro dos indicadores de preço, que tendem a mostrar quedas futuras. Na segunda quadrissemana de março (período de 30 dias terminado no último dia 15), o IPC-Fipe registrou uma variação de 0,21% na média dos preços no varejo em relação a primeira quadrissemana do mês. Essa taxa é 0,08 ponto porcentual abaixo da inflação de 0,29% apurada na primeira pesquisa de preços do mês. Para o fechamento de março, Heron do Carmo espera uma taxa de 0,20%.Na semana passada o coordenador adjunto do índice, Juarez Rizzieri, havia elevado a previsão de inflação para o mês de 0% a 0,10% para 0,30%. Ele considerou a resistência que o grupo Alimentação vinha apresentando desde o começo de fevereiro e também o aumento de 9,39% da gasolina no atacado. Segundo explicou hoje Heron do Carmo, o aumento dos alimentos, considerado preços flexíveis, estava seguindo uma pressão localizada que deve ceder daqui para frente.Nesta segunda quadrissemana o grupo Alimentação já recuou para 0,50% a sua variação ante uma alta de 0,85% na medição anterior. "A tendência é que os alimentos mantenham um ritmo de queda registrado na segunda quadrissemana", disse o economista. Os subgrupos de Alimentação, com exceção das refeições fora do domicílio, fecharam em alta, mas em patamar abaixo do registrado na quadrissemana anterior.Quanto à gasolina, embora seu reajuste ainda não tenha aparecido na inflação, Heron diz que seu impacto será compensado entre outras coisas pela retirada da sobretaxa das contas de energia elétrica, que também não apareceu no índice.A surpresa dentro do IPC-Fipe na segunda quadrissemana foi o grupo Vestuário, que saiu de uma deflação de 0,32% para uma alta de 0,15%. Isso mostra, segundo o economista da Fipe, que os lojistas do setor de vestuário já estão começando a trabalhar com a coleção outono/inverno. As roupas feminina sairam de uma queda de 0,73% para uma alta de 0,61%. As roupas masculina apresentaram aumento de 0,37% depois de terem registrado uma queda de 0,09% na quadrissemana anterior.Os demais grupos apresentaram os seguintes comportamentos:Habitação, 0,10%;Transportes -0,02%;Despesas Pessoais -0,56%;Saúde, alta de 1,59%; eEducação, que manteve-se estável com a alta de 0,30% em relação a quadrissemana anterior.

Agencia Estado,

20 de março de 2002 | 15h26

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