Fipe projeta inflação de fevereiro em 0,40%

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Paulo Picchetti, projetou hoje a inflação para a capital paulista em fevereiro em 0,40%. Se sua previsão for confirmada, esta será a menor taxa de inflação desde a segunda quadrissemana de maio, quando ficou em 0,39%.Nos cálculos de Picchetti, 0,20 ponto porcentual da inflação deste mês já é conhecida e é causada pela incidência de metade dos reajustes de transportes públicos (metrô, trem e ônibus), licenciamento de veículos, IPTU e taxa de lixo. Estes dois últimos itens responderão, segundo ele, por 0,08 ponto porcentual do IPC.Picchetti lembrou que o grupo transportes foi um dos principais fatores de pressão da inflação, tanto em dezembro quanto em janeiro, mas influenciados por razões diferentes. Em dezembro do ano passado, os combustíveis foram os responsáveis pelo maior impacto dentro do grupo e agora, tanto o preço do álcool quanto o da gasolina estão em queda. Em janeiro, a pressão veio do reajuste dos transportes públicos.PreocupaçãoO coordenador mostrou-se preocupado em relação ao impacto para a inflação dos reajustes dos ônibus municipais. "Tudo que sabemos até agora é que o prefeito (José Serra) havia dito que em janeiro não teríamos aumento, mas fica a incógnita agora de quando e quanto será o reajuste", afirmou.Ele calculou que se os preços das passagens subirem de R$ 1,70 para R$ 1,80 (uma elevação de 5,9%), o impacto no IPC-Fipe em um mês é de 0,25 ponto porcentual. Se as passagens subirem para R$ 1,90 (11,8%), o IPC receberá uma influência de 0,49 ponto porcentual, e se forem para R$ 2 (17,7%), o impacto será de 0,72 ponto porcentual - porcentagem idêntica à registrada no IPC na terceira quadrissemana de janeiro."A importância do ônibus urbano para a inflação em São Paulo é muito grande", afirmou Picchetti, acrescentando que mesmo seu exercício, que leva em consideração um reajuste de 17,7%, não é muito distante da realidade, já que os aumentos destes transportes em cidades da região metropolitana foi de 14%. Picchetti manteve a projeção do IPC para 2005 de 5% a 5,5%.

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