Fipe reduz previsão de inflação após anúncio da Petrobras

O coordenador da Pesquisa de Preços da Fipe, Heron do Carmo, disse hoje à Agência Estado que a redução do preço da gasolina deverá exercer um impacto de 0,20 ponto porcentual na inflação medida em São Paulo pelo IPC-Fipe. Ele calcula que o preço da gasolina deverá sofrer um recuo de 10%, que é a diferença entre os preços praticados na refinaria e nas bombas. Mas como o que chega na ponta do consumidor é apenas 80% das alterações promovidas nos preços do atacado, o impacto para o consumidor final será de 0,20 ponto.Este alívio, no entanto, deverá ser dividido em duas vezes - 0,10 ponto em maio e o restante em junho. A divisão, segundo o coordenador do IPC-Fipe, se dará porque os postos deverão levar algum tempo para tirar dos estoques a gasolina velha, comprada a um preço maior. A previsão anterior de Heron do Carmo para o IPC-Fipe de maio era de 0,40%. Com a queda da gasolina, se ela for confirmada e no porcentual esperado, a inflação de maio deverá fechar o mês em 0,30%.Para Heron, o Comitê de Política Monetária (Copom) agiu corretamente ao manter a taxa básica de juros inalterada, em 26,5% ao ano, com a retirada do viés de alta. Ele acredita que o Banco Central poderá manter a taxa de juros nos atuais 26,5% ao ano até julho, quando deverá ocorrer um novo repique da inflação por conta da rodada de reajustes das tarifas públicas. "A partir de então, o BC poderá começar promover cortes mensais de um ponto porcentual na taxa de juros. Ainda assim a Selic terminará o ano num patamar elevado", diz.Segundo Heron, se a taxa de juros cair nesta velocidade, com relação à inflação passada, a diferença será muito grande, mas com relação à inflação projetada para 12 meses à frente, de agosto de 2003 a julho de 2004, já estará abaixo da meta deste ano, mas acima dos 5,5% previstos para o próximo ano.

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