Fipe reduz previsão do IPC de fevereiro de 0,58% a 0,55%

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Rafael Costa Lima, reduziu a projeção para o indicador fechado em fevereiro para 0,55%, depois de uma estimativa anterior de 0,58%. A alteração, informou nesta terça-feira, 25, o economista da Fipe ao Broadcast, serviço de informação em tempo real da Agência Estado, deve-se às altas menores que as esperadas para os grupos Habitação e Alimentação na terceira quadrissemana do mês (últimos 30 dias terminados na sexta-feira).

MARIA REGINA SILVA, Agencia Estado

25 de fevereiro de 2014 | 12h45

"As surpresas vieram principalmente em Habitação, para o qual prevíamos elevação de 0,63%, mas veio 0,54%, e em Despesas Pessoais", justificou, acrescentando que previa variação positiva de 1,50% para esse conjunto de preços, mas o resultado efetivo foi de 1,32%. O IPC-Fipe da terceira leitura de fevereiro, por sua vez, desacelerou para 0,58%, contra previsão de Costa Lima de 0,65%.

De acordo com o economista da Fipe, o arrefecimento inesperado nos equipamentos eletroeletrônicos entre a segunda e a terceira pesquisas, de 3,76% para 1,99%, explica grande parte da surpresa com o resultado do grupo Habitação. "Aparentemente pode estar refletindo alguma promoção, pois desacelerou de forma muito rápida", disse. Em Despesas Pessoais, "curiosamente", disse, o item Viagem/Excursão diminuiu o ritmo de alta de 1,57% para 0,55% na terceira quadrissemana do mês.

A deflação de 0,24% do grupo Vestuário, contra previsão da Fipe de elevação de 0,04% na terceira leitura de fevereiro, também ajudou a limitar um avanço mais expressivo do IPC no período, disse Costa Lima. Além disso, o aumento dentro do esperado na classe de despesa de Alimentação, de 0,27%, também foi relevante para o avanço menos significativo da inflação dos paulistanos na terceira quadrissemana de fevereiro.

Devido ao clima mais seco, os alimentos in natura seguiram trajetória de alta, atingindo 5,84%, após 5,05% - sendo a maior elevação desde a primeira leitura de igual mês de 2013, quando a taxa fora de 7,07%, informou Costa Lima. O destaque foram as verduras, que aceleraram de 12,45% para 20,93%. "Subiram bastante e as pesquisas de ponta (mais recentes) apontam para novas altas. Já estão com aumento de quase 34%", adiantou Costa Lima.

Apesar do aumento na velocidade da alta dos produtos in natura, outros alimentos ficaram mais baratos no período, como os industrializados, com queda de 0,12% (ante elevação de 0,02%) e os semielaborados, com recuo de 2,07%, depois de retração de 1,69%. Dentro dos semielaborados, o economista citou como exemplo a elevação menos intensa das carnes bovinas, de 1,25% para 0,42% na terceira medição do mês aves, e a queda mais forte das aves, de declínio de 3,45% para retração de 4,96%. No caso dos industrializados, os derivados da carne também ficaram mais baratos, ao registrarem deflação de 0,61%, depois do aumento de 1,64%.

Quanto ao grupo Educação, que subiu 2,20% na terceira quadrissemana, Costa Lima disse que a tendência é de que os efeitos dos reajustes de material e mensalidades escolares continuem diminuindo. A expectativa da Fipe é de inflação de 0,58% para Educação, 0,47% para Habitação, 0,43% para Alimentação, 0,55% para Transportes, 11,6% para Despesas Pessoais, 0,76% para Saúde e de deflação de 0,18% para Vestuário no IPC fechado de fevereiro. A projeção da Fipe para o IPC do final de 2014 permanece em 5%.

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