Fipe reduz previsão para IPC de novembro para 0,13%

A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) diminuiu hoje, de 0,21% para 0,13%, a previsão para a inflação de novembro na capital paulista. De acordo com o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), Márcio Nakane, a redução foi motivada pelo comportamento do indicador na primeira quadrissemana do mês (últimos 30 dias encerrados no dia 7), quando a inflação foi de 0,02% ante 0,08% do final de outubro e representou a menor taxa para o município desde a primeira quadrissemana de julho de 2006, quando o IPC teve deflação de 0,19%.Para Nakane, o resultado baixo da primeira medição de novembro foi influenciado em maior grau pela variação negativa do item Energia Elétrica e também pela continuidade na desaceleração da alta do grupo Alimentação.Segundo a Fipe, o item recuou 4,61% ante baixa de 3,09% do final de outubro, por conta da menor incidência de PIS/Cofins na tarifa de energia elétrica do Estado de São Paulo. "Se a energia elétrica não tivesse essa queda, o índice geral seria de 0,24%. Não resta dúvida que o comportamento deste item foi decisivo para a inflação menor", disse Nakane, lembrando que o grupo Habitação ampliou a queda no período, de 0,03% para 0,21%.O grupo Alimentação variou 0,20% ante 0,24% da medição anterior. Foi a menor taxa média para os alimentos desde a segunda quadrissemana de maio (-0,09%) e a décima desaceleração consecutiva do grupo desde a terceira quadrissemana de agosto. O item de destaque do grupo voltou a ser o preço do leite Longa Vida, que caiu 13,53% ante baixa de 14,44% do final de outubro.Para o final de novembro, Nakane aguarda uma alta um pouco maior para o grupo Alimentação, de 0,50%, em razão da expectativa de perda de impacto da queda do leite e de alta de preços localizadas no feijão e na carne bovina. Na primeira quadrissemana do mês, o preço da leguminosa subiu 18,71% e respondeu por 0,08 ponto porcentual do IPC, em virtude da safra menor do produto no País. Já o segmento de carne bovina variou 1,61% ante 0,52% da medição anterior e teve como influência fatores sazonais.Quanto à Habitação, Nakane projetou estabilidade para o final do mês. A expectativa leva em conta uma influência menor da Energia Elétrica e contribuições maiores de preços dos itens condomínio e gás de botijão.Para o final do ano, Nakane manteve a previsão de uma taxa de 3,60% para a inflação paulistana. Em 12 meses, o índice acumula alta de 4,44%.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.