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Fipe reduz projeção de IPC para agosto de 0,20% para 0,15%

Por força de um comportamento inesperado no preço do álcool combustível, o coordenador do IPC-Fipe, Paulo Picchetti, revisou nesta segunda-feira sua projeção de inflação para a cidade de São Paulo em agosto, de 0,20% para 0,15%, após quatro semanas de manutenção da previsão. A surpresa provocada pelo álcool levou o coordenador da Fipe a fazer um levantamento, cruzando as variações quadrissemanais do preço do combustível no atacado - preços do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) - com as do IPC-Fipe desde 2005.O estudo constatou que, em todas as vezes que o preço do álcool sofreu alguma alteração no atacado, o impacto sobre o varejo sempre ocorreu com uma defasagem de três a quatro semanas. E, exatamente há quatro semanas, quando Picchetti previu que a inflação de agosto ficaria em 0,20%, ele contava com uma perda de 0,10 ponto porcentual de uma taxa potencial de 0,30% de inflação no mês, por conta das quedas da tarifa de energia elétrica e dos pacotes de viagem e excursão por conta do fim das férias de julho.Ele considerava também que o preço do álcool, que havia sofrido uma pequena queda no atacado fosse se estabilizar. Mas o que se verificou foi a acentuação do ritmo de queda do produto, que, na comparação ponta a ponta, já mostra uma baixa de 4,20%, embora, na quadrissemana, ainda apresente uma alta de 2,32%. "Fica claro que, daqui a quatro semanas, o preço do álcool vai cair ainda mais na ponta do consumidor", disse Picchetti, referindo-se as quatro semanas que separam a terceira quadrissemana do fechamento do índice no mês.Para o ano, no entanto, Picchetti manteve a projeção de 2,50% para o IPC-Fipe na capital paulista. De acordo com ele, ainda é muito cedo para se mexer no número previsto, até porque, ao longo desta semana, serão divulgados indicadores importantes e que devem ser considerados em qualquer mudança de cenários.Ele se referiu, sobretudo, à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que, segundo pesquisa feita pela Agência Estado, definirá um corte de 0,25 ponto porcentual na atual taxa básica de juros, a Selic, de 14,75% para 14,5% ao ano. O levantamento feito pela Agência Estado mostra que, de 53 instituições consultadas, 40 trabalham com esta redução de 0,25 ponto. Outro indicador importante, segundo Picchetti, é a divulgação do desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2006.

Agencia Estado,

28 de agosto de 2006 | 12h48

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