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Fipe reduz projeção do IPC de 0,30% para 0,20% em maio

A taxa de inflação na cidade de São Paulo em maio pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) deverá fechar em torno de 0,20%, segundo previu há pouco o coordenador-adjunto do IPC-Fipe, Juarez Rizzieri. Esta taxa reflete a revisão para baixo da previsão feita na semana passada pelo coordenador da instituição, Heron do Carmo, que era de 0,30%. Tomando como base a desaceleração de 0,17 ponto porcentual na taxa de inflação medida na primeira quadrissemana de maio - período de 30 dias encerrado no último dia 7 - de 0,57% no fechamento de abril para 0,40%, Rizzieri descarta totalmente a possibilidade de o IPC mostrar deflação no mês corrente. A possibilidade de uma taxa negativa na inflação na cidade de São Paulo em maio era algo que Heron do Carmo não descartava.Na opinião de Rizzieri, a queda da inflação na primeira quadrissemana de maio ocorreu basicamente pela redução no preço da gasolina (-0,88%) e principalmente por conta do recuo de Alimentação, de 0,75% em abril para 0,49% na primeira prévia de maio. Ocorre que a queda o grupo se concentrou na deflação verificada de 3,70% no subgrupo dos produtos in natura. Os alimentos industrializados fecharam o período com uma alta de 1,32% e os semi-elaborados, que são em sua maioria matéria-prima para os industrializados, subiram 1,72%.Isso mostra, de acordo com o coordenador-adjunto da Fipe, que as quedas registradas nos Índices de Preços ao Atacado (IPAs) não vão chegar integralmente na ponta do varejo. ?Os empresários estão recompondo as margens reduzidas com a puxada do câmbio no ano passado.Além disso, eles não acreditam numa taxa de câmbio estabilizada nos patamares atuais, de até R$ 3,00?, disse. Por outro lado, o economista acredita que a inflação ficará abaixo dos 0,30% porque os combustíveis deverão continuar a sua trajetória de queda.Efeito estatísticoSobre a queda da inflação apresentada pela rodada de indicadores divulgada entre ontem e hoje, Rizzieri afirmou que trata-se mais de um efeito estatístico do que propriamente de uma redução nominal dos preços. Segundo ele, boa parte da inflação tem sido controlada pela combinação renda baixa e juros altos. "Os preços de alguns produtos que compõem os indicadores de inflação pararam de subir e isso já aparece, estatisticamente, como queda na taxa de inflação", afirma Rizzieri.Como não há no horizonte, pelo menos de curtíssimo prazo, sinalizações de que a renda das pessoas deva apresentar uma melhora substancial, a tendência é de que neste mês os indicadores de inflação apresentem taxas menores. Rizzieri, acrescenta ao seu raciocínio a continuidade da redução do preço da gasolina. Por outro lado, taxas negativas estão razoavelmente longe de serem registradas. Isso porque as quedas que estão sendo verificadas nos preços pagos ao produtor devem parar na indústria ou no atacado, que vão aproveitar o momento para recompor as margens perdidas com a forte depreciação cambial do ano passado. "Por isso eu não creio que os alimentos devam cair muito mais do que já caiu", diz Rizzieri.

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