Fipe revê projeção de inflação de 0% para 0,10%

O coordenador adjunto do IPC-Fipe, Juarez Rizzieri, revisou para baixo a projeção de inflação para julho, de zero para -0,10%. Segundo ele, o grupo alimentação, apesar de estar reduzindo o seu ritmo de queda, não terá força para passar de negativo a positivo. Na terceira quadrissemana de julho, o grupo registrou deflação de 1,17%, ante resultado negativo de 1,52% na quadrissemana anterior. Como o grupo está negativo em mais de 1%, mesmo um aumento expressivo nos preços não seria suficiente para a variação se tornar positiva, segundo Rizzieri. Além disso, ele citou o grupo vestuário, que atravessa a fase de liquidações, com baixa de preços, e as tarifas públicas, cujo impacto do reajuste deve entrar lentamente na composição do índice (a Fipe passa a contabilizar os reajustes à medida em que as pessoas pagam as faturas e não no momento em que os reajustes passam a vigorar). Previsão do ano também recua Juarez Rizzieri também revisou para baixo a previsão de inflação da entidade para o ano, de 8,5% para 8%. Segundo ele, a revisão tem como um dos principais fatores um impacto menor das tarifas públicas sobre a inflação. Rizzieri afirma que o ciclo de deflação deverá ser encerrado em agosto. Entretanto, ele ressalta que mesmo com o impacto das tarifas públicas e a redução do ritmo de queda dos alimentos in natura, a inflação de agosto ficará bem abaixo das previsões anteriores, que chegaram apontar até 1,5% de alta para o IPC do período. A inflação de agosto, só por conta das tarifas, já começaria com acréscimo de 0,55 ponto porcentual. O economista considera uma elevação de 4,68% na energia elétrica no mês de agosto, com uma contribuição de 0,19 ponto porcentual mais 0,20 ponto vindo da pressão da telefonia fixa e outro 0,16 ponto de um eventual aumento de 12% na tarifa de água e esgoto.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.