Fipe revê projeção de IPC de novembro de 0,45% para 0,60%

O coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), Paulo Picchetti, revisou sua projeção para a inflação na capital paulista, de 0,45% para 0,60%. Na semana passada, ele havia abandonado a expectativa anterior em função do aumento inesperado dos preços dos cigarros, mas não havia feito um novo cálculo porque aguardava a concretização da hipótese de que a Petrobras voltaria a elevar os preços dos combustíveis. Como o reajuste não veio até o momento, a estimativa de 0,45% seria substituída pela de 0,53%, em função da alta do preço do fumo. Já que o coordenador ainda conta com um aumento dos preços de produtos industrializados, ele prevê agora um porcentual de 0,60%. "Como o aumento da gasolina não veio na data canônica (dia 15), agora não vejo sinais de que ele virá até o final do mês", disse, referindo-se aos dois últimos aumentos concedidos pela estatal que entraram em vigor nos dias 15 de junho e outubro. A expectativa para o final do mês é inferior à variação, de 0,68%, constatada na segunda quadrissemana de novembro. "A própria estabilidade do núcleo (0,34% nas duas primeiras quadrissemanas do mês) puxa para baixo a tendência para o final do mês", argumentou Picchetti. Dúvidas sobre combustíveis Na semana passada, ele tinha duas incógnitas em relação ao comportamento dos preços dos combustíveis, além da incerteza do novo aumento. A primeira era de que sua projeção de que o reajuste de 2,4% da gasolina nas refinarias em outubro poderia ultrapassar a projeção de alta de 4% para o consumidor, já que, naquela semana, a Fipe detectava uma elevação de 4,8%, em média, nas bombas. "Na semana passada, este aumento médio era de 3,7% para o consumidor final e a tendência é de uma desaceleração até o final do mês", disse o economista. De qualquer forma, o preço do combustível que chega ao proprietário de automóveis está bem acima da estimativa feita pela Petrobras, de 1,6%. "Só a competição entre os postos é que poderá reduzir os preços, mas isto leva tempo." No ano, a gasolina acumula uma alta de 10,18%. A segunda dúvida de Picchetti era em relação ao comportamento dos preços do álcool. Quando a Fipe já registrava uma elevação acima de 13% deste produto, representantes dos postos anunciaram que o novo aumento de 14% seria integralmente repassada ao consumidor, o que proporcionaria uma elevação de preços próxima a 30% do álcool. Segundo Picchetti, esta segunda elevação não foi detectada até o momento pela Fipe. Na ponta ao consumidor, o aumento de 15% dos preços registrado na segunda semana de outubro já foi substituído pela alta de 11,6% na segunda semana deste mês. De acordo com ele, em novembro, o preço do álcool acumulará uma elevação de 13%, o que equivale a 0,08 ponto porcentual da inflação no período.

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