Fipe: sem alimentos, inflação seria de 0,31% em SP

Se não fosse o comportamento de alta expressiva do grupo Alimentação, a taxa de inflação na capital paulista teria sido de 0,31% na segunda semana de dezembro, e não o resultado de 0,84%, divulgado hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A informação foi confirmada pelo coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), Márcio Nakane, que destacou que a variação média de 2,37% dos alimentos - a mais significativa desde a segunda semana de janeiro de 2003 (2,65%) - representou 0,53 ponto porcentual, bem mais da metade do resultado apurado na segunda medição de dezembro.Conforme a pesquisa da Fipe, o grande responsável pela alta do grupo Alimentação foi o feijão. Influenciado por um período de seca em algumas regiões do País, o preço do produto avançou 30,45% na cidade de São Paulo, respondeu sozinho por 0,13 ponto porcentual do IPC e atingiu a variação mais expressiva desde o final de outubro de 1999, quando subiu 31,95%.Outra pressão importante para a inflação paulistana, causada por fatores sazonais, foi do segmento Carne Bovina, que, no entanto, já mostra sinais de desaceleração de alta. Entre a primeira e a segunda medição de preços de dezembro, a variação média de preços do segmento passou de 9,47% para 9,16%. Em virtude do peso maior que tem no cálculo do IPC da Fipe, a carne contribuiu mais do que o feijão, com 0,22 ponto porcentual da inflação, número menor que o de 0,23 ponto da quadrissemana anterior.

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