Fipe vai incorporar reajuste de telefone e energia em agosto

O impacto do reajuste das tarifas de telefonia fixa e energia elétrica na cidade de São Paulo só será apropriado em agosto pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Esta é a previsão dos analistas Zeina Latif, do Departamento Econômico do HSBC, e Elson Teles, da Fides Asset Management."Por causa do seu conceito caixa, o IPC-Fipe só pegará os reajustes das tarifas em agosto", diz Zeina, referindo-se à metodologia da Fipe, que considera para efeito de inflação o pagamento de uma determinada conta, ou seja, quando o consumidor põe a mão no bolso.Não é, porém o que acontece com os IPCs da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que utilizam o critério de competência, que apropriam um novo preço a partir do momento em que é feito o seu anúncio.Esta diferença de metodologia vai fazer com que os indicadores da FGV e IBGE venham mais altos em julho, enquanto o IPC-Fipe deverá atingir seu pico em agosto, prevê Elson Teles. "A princípio, o IPC-Fipe fecha mais baixo em julho na comparação dos os IPCs da FGV e IBGE", diz Teles, para quem a Fipe deverá apresentar em julho uma inflação em torno de 0,70%.

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