Fique de olho: o ar pode custar caro.

Quando o fornecimento de água é cortado, os canos ficam sem água, mas cheios de ar. Durante o caminho de volta do reservatório até as torneiras, a água age como se fosse o êmbolo de uma seringa, empurrando o ar para fora do cano. A passagem do ar gera muita pressão, e pode ser lida pelo hidrômetro. Moral da história: o consumidor paga mais caro por uma quantidade de água que não utilizou. No final do mês, a conta de água pode acusar um fornecimento maior que o real.A Sabesp garante que, se isso acontecer, o custo para o consumidor será muito pequeno. O vice-presidente de distribuição, Marcelo Salles, garante que, em 90% dos casos, essa diferença é irrisória, mas reconhece que há casos mais agudos. Dinheiro de volta Salles orienta o consumidor que se sentir lesado a procurar uma agência da Sabesp, munido da conta de água. O consumo do mês em questão será comparado com meses anteriores. Se for constatada uma diferença muito grande, que possa ter sido causada pelo efeito seringa, o usuário será ressarcido do prejuízo.A Fundação Procon-SP, órgão da Secretária da Justiça do Governo do Estado de São Paulo, diz que a atitude da Sabesp está correta. De acordo com a técnica de serviços do Procon, Márcia Oliveira, tomando alguns cuidados simples, o consumidor pode evitar problemas no período de racionamento.1- guarde sempre as contas de água;2- verifique se as torneiras estão fechadas para evitar vazamento e desperdício na volta da água;3- desligue sempre o registro da rua durante o corte de abastecimento;4- quando o fornecimento voltar, ligue o registro aos poucos, para evitar uma pressão grande e o registro irregular do hidrômetro.

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